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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Festival Palco do Rock - O Carnaval de Salvador nunca esteve tão Rock and Roll








17a edição do Festival Palco do Rock reúne nomes da cena nacional na Bahia

Com a realização da ACCRBA, o patrocínio da BahiaGás, Governo do Estado da Bahia e apoio da Prefeitura Municipal de Salvador através da Empresa Salvador Turismo (SALTUR), a 17a edição do Festival Palco do Rock está garantida para a alegria de seus milhares de freqüentadores que circulam durante os quatro dias de rock and roll.

O festival segue sua linha tradicional e acontecerá entre 05 e 08 de março, durante a folia carnavalesca do Brasil. Será no mesmo lugar de sempre: o Coqueiral de Piatã. Rock and Roll à beira-mar em uma das mais belas praias de Salvador e começará às 17 horas na arena de shows.

Este ano o festival trará grupos veteranos como as Mercenárias e Velhas Virgens de São Paulo assim como novos nomes da cena independente, como a promissora banda carioca Riverdies que tem arrematado prêmios no Brasil e EUA.

O que: Festival Palco do Rock
Quando De 05 a 08 de Marco de 2011
Onde: Av. Otávio Mangabeira, S/N, Coqueiral da Praia de Piatã Salvador, Brazil


PROGRAMAÇÃO DO PALCO PRINCIPAL

05/03 - Sábado
Norfist (Lauro de Freitas/BA)
Templarius
Siege of Hate (CE)
Cama de Jornal (Vitória da Conquista / BA)
Álvaro Assmar
Malefactor
Pastel de Miolos (Lauro de Freitas / BA)
Acanon

06/03 - Domingo
Buster
Ignivomus
Ênio e a Maloca
Savant Inc. (SP)
Mingmen (SUIÇA)
Mercenárias (SP)
Vendo 147
Rattle

07/03 - Segunda
Chip Trio
Incrédula
NôNEIME (Valente / BA)
Ulo Selvagem
Baranga (SP)
Claustrofobia (SP)
Riverdies (RJ)
Human (Santa Bárbara / BA)

08/03 - Terça
Attemporais
Código Remoto
Fridha
Minus Blindness
Trampa (DF)
Velhas Virgens (SP)
Clube de Patifes (Feira de Santana / BA)
Act Of Revenge

VMH PRODUÇÔES
www.vmhonline.com
vmhonline@gmail.com
21-2265-2346
21-8636-2060
skype: vmhestudio
Business License (CNPJ): 11.212.655/0001-40
www.myspace.com/filbucproductions
fulinaíma produções & divulgação
fulinaima@gmail.com




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Riverdies no Grito de Rock em Salvador













Dia 7 de março 21:00h – 8 de março 00:00h
Palco do Rock –
Av. Otávio Mangabeira, S/N Coqueiral da Praia
Salvador – Brazil

www.myspace.com/filbucproductions

VHM Estúdio Produções

Grátis

fulinaíma produções & divulgação
fulinaima@gmail.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AQUARELANDO ESTRELAS




Abriu as mãos...
A ventania espalhou o perfume
e a miscelânia colorida aquarelou estrelas.
E o amor foi poeira que sufocou respirares
e fez reluzir olhares.
Brilho intenso que contaminou
e nos cegou de encantares...
Encanto de céu brilhante
e corpo bailante,
de estrelas flutuantes em olhos
de marejar.
Estrelas de soprar, de guardar
e espalhar...
Para aquarelar o teu ficar,
e depois, num ritual de encantar
recolher tudo de novo e pendurar
num fio bem estrelado e bem esticado
entre o meu céu e
a estrela mais linda de se namorar,
a estrela mais linda de se aquarelar:
simplesmente,
o teu olhar...

CARLA Stopa
no blog http://carlamaria3.blogspot.com/

BBB despenca na audiência. Será o último?

Por Altamiro Borges no Blog do Miro

Segundo a coluna “Outro Canal”, da Folha, a 11ª edição do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, registra a pior média de audiência do reality show ao longo dos últimos anos. Apesar de ser veiculado após a novela “Insensato Coração”, que se mantém na casa dos 32 pontos do Ibope, o BBB-11 teve abrupta queda de telespectadores e registrou média de 25,7 pontos de audiência.

A decadência do programa apavora a família Marinho e anima os concorrentes. O Portal R7, da TV Record, observa que a queda de audiência hoje é mais acelerada. “Na quinta edição do BBB o programa bateu em média 50,3 pontos nas quatro primeiras eliminações, enquanto nesta 11ª temporada o índice ficou em 25,7 pontos... A queda foi gradativa com o passar dos anos”.

Alegria e lucro dos concorrentes

Na sexta edição, em 2006, o BBB registrou 45,2 pontos em média nas primeiras eliminações. Já no ano seguinte, ficou em 40,8 pontos. Entre 2008 e 2010, trafegou na faixa dos 30 pontos – 38,7 em 2008, 32,5 em 2009 e 30,9 em 2010. E neste ano foi para a zona dos 20 pontos pela primeira vez. A Rede Record não esconde sua felicidade com o abalo na hegemonia da TV Globo:

“As outras emissoras têm lucrado com a queda de números do BBB. A Band aumentou sua audiência média às terças-feiras de 1,9 ponto em 2005 para 3,6 em 2011 – crescimento de 89,4%. Já a Record teve aumento de 157,69% nos números – pulou de 5,2 pontos em 2005 para 13,4 neste ano”. O crescimento da audiência resulta em mais publicidade e mais lucros!

Big Brother “é um grande desserviço”

O alto comando da TV Globo já teria sentido o baque, orientando seus subordinados a “apimentarem” ainda mais o BBB. Novas baixarias, que estimulam os piores instintos humanos, devem pintar na telinha desta concessão pública. Segundo o Jornal do Brasil, “a situação do reality show continua alarmante e o sinal vermelho voltou a tocar no Projac... Mesmo com as tentativas de inovação, a décima primeira edição do programa anda fria e marcando a pior audiência do reality desde as primeiras semanas”.

Em recente entrevista ao portal Terra Magazine, o subprocurador-geral da República, Aurélio Rios, informou que o Ministério Público Federal está monitorando o BBB-11. “Achamos que (a atração) é um grande desserviço e serve muito à deseducação. Não estimula a criação, o princípio de solidariedade, os valores éticos”, explicou. Para ele, a classificação indicativa do programa é inapropriada. “Na minha opinião, apenas na minha opinião, não deveria ser para 14, mas para 18 anos”.

Denúncias e desrespeito à Procuradoria

Em dezembro de 2010, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) encaminhou à Rede Globo recomendação para que fossem respeitados os direitos constitucionais na 11ª edição BBB. O documento, uma espécie de alerta, foi motivado por inúmeras reclamações da sociedade. Só a edição anterior foi alvo de 400 denúncias, como homofobia, incitação à violência, apelo sexual, inadequação no horário de exibição e violação da dignidade da pessoa humana.

Na recomendação, a PFDC solicitou à Globo que adotasse "medidas preventivas necessárias para evitar a veiculação de práticas de violações de direitos humanos, tais como tratamento desumano ou degradante, preconceito, racismo e homofobia". Segundo Aurélio Rios, o prazo estipulado para a resposta foi de 30 dias, mas até agora a emissora não se dignou a responder à solicitação. “Vamos pedir justificativa sobre porque não foi respondido e sobre porque não foi tomada nenhuma providência”.

O fim está próximo?

No mesmo rumo, apesar do tom moralista, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também está no encalço do BBB. Em nota oficial, ela chegou a exortar “a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a sociedade". E acionou o Ministério Público, solicitando “providências em relação à programação televisiva”.

Diante a queda acentuada de audiência e do bombardeio de críticas, há boatos de que a TV Globo pode encerrar a exibição anual do Big Brother Brasil. O modelito mundial do BBB já foi abandonado em vários países do planeta. Se mantiver o atual formato, a fuga de telespectadores deve crescer; se “apimentar” ainda mais o programa, o Ministério Público Federal pode até punir a empresa, conforme garante o subprocurador Aurélio Rios. O fim do BBB faria um enorme bem à saúde dos brasileiros!


ASSUSTADOR

Como preâmbulo, devo dizer que tenho absoluta confiança no doutor Luiz José e em sua equipe, especialista em tratamento da Dengue e chefe do Centro de Diagnóstico da doença, em Campos. É sério, bem intencionado e reconhecidamente capaz.

Mas, confesso que as últimas informações sobre o contágio da Dengue, no Município, são assustadoras. Foram 75 casos em uma semana, com 42 do tipo hemorrágico. O próprio médico Luiz José revela que o vírus está em mutação e um caso apresentava sintomas semelhantes aos da leptospirose. Não há registros de óbitos, graças a Deus!

Também não custa nunca lembrar que o melhor remédio contra este mal que pode matar, é a prevenção. O vetor da doença é o mosquito e o berçário desse vilão é água empossada.

Se você ainda não tomou as precauções necessárias, como uma vistoria criteriosa em seu quintal, faça isso ainda hoje.

Fonte: Folha da Manhã
Fernando Feite no blog http://blogfernandoleite.blogspot.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Filho de chocadeira





por Conceição Lemes no VioMUndo

Será que o jornalista Josias de Souza, colunista da Folha de S. Paulo, tem mãe, irmã, companheira, namorada, amiga? Será que ele as respeita? Será que as vê como seres humanos de verdade?

Bem, antes de responder, leia atentamente a manchete e o texto do primeiro item -Veneno - da coluna de Josias, publicada ontem no seu blog no Uol. Veja a foto. Observe as palavras circundadas em vermelho por Eduardo Guimarães na denúncia que postou às 23h56, no Cidadania.com

1. Veneno: No jantar oferecido por Marta a Dilma, na sexta (13), a candidata companheira comparou-se ao FHC da eleição de 1994.

Naquele pleito, empurrado pelo Real, o tucano voou de um ministério (Fazenda) para o Planalto, deixando pelo caminho um Lula que as pesquisas davam como favorito.

Pelo menos um grão-petista deixou o repasto com a impressão de que alguma coisa subiu à cabeça da presidenciável oficial do Planalto.

Lamentou que Dilma tenha apagado da memória o Serra de 2002, um tucano que também alçou vôo de um ministério (Saúde) e quebrou o bico.

De resto, o partidário cético de Dilma acha que, por ora, o PAC está mais para o programa de genéricos de Serra do que para o Real de FHC.

O que achou? Engraçadinho? Apenas uma brincadeira com as palavras? Ingênuo?

Pois para nós, não. Mais. Pelo menos, a impressão que passa é a de que Josias de Souza não tem mãe, irmã, companheira, namorada, amiga. Se as tivesse e as considerasse não faria um título e um texto rasteiros, com segundas intenções. E, considerando que o jornalista sabe manusear a língua portuguesa, não foi descuido. Foi má-fé. Desqualificação de gênero.

O seu objetivo é induzir o leitor a olhar Marta Suplicy e Dilma Rousseff como vadias e vagabundas. Vejamos:

1) Por que será que Josias colou o título geral do post e em seguida a foto e o texto sobre Marta e Dilma? Ah, já sei; são do PT e, ainda, por cima mulheres. E o patrão dele odeia tudo o que diz respeito ao PT.

2) Se o objetivo do jornalista não era maledicente, por que não colocou como primeira nota a que fala sobre o Jarbas Vasconcelos e o Orestes Quércia, por exemplo? Ah, já sei, os dois são da ala do PMDB que quer o José Serra para a presidência em 2010, assim como a própria Folha desde sempre. Também não ia pegar bem correr o risco de relacioná-los com vagabundos e vadios, né?

Foi o Eduardo Guimarães quem nos alertou para essa ignomínia. O título do nosso artigo, aliás, é tirado do post dele: Um filho de chocadeira.

“Sou casado e tenho quatro filhos, sendo três mulheres. Tenho também uma neta. Além disso, tenho mãe, o que não parece ser o caso desse infeliz desse blog abjeto que aparece na imagem acima, desse empregadinho da mídia golpista, desse sujeitinho à toa que acha que a escolha dessa manchete para uma matéria relativa a foto mostrando a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-prefeita Marta Suplicy, é coisa de homem. Eu não acho. Como filho, esposo, pai e avô, tenho, ao todo, seis bons motivos para não descer a esse ponto na guerra política, ao ponto a que desceu esse degenerado sem mãe.”

É segundo Carlinhos Medeiros, do blog Bodega Cultural, o PITU – Partido da Imprensa Tucana -- em ação.

Examinem mais uma vez as protagonistas da foto e as imagens textuais selecionadas para associá-las. “É uma maneira subliminar de desqualificação”, indigna-se a historiadora Conceição Oliveira no seu blog “Ao associar termos e expressões com duplo sentido à imagem das fotografadas, o Josias opera no subconsciente de uma sociedade com longa história patriarcal, sexista, machista, chauvinista e de muita violência contra as mulheres. Escolher a dedo termos como ‘vadias’, ‘vagabundas’, ‘bico’, ‘asas’ (só faltaram as penas) tem um propósito claro neste contexto.”

“Ainda vivemos em uma sociedade que mulheres no centro de poder são exceções e por ousar ocupá-los são constantemente desqualificadas. E é neste registro que operam manchete, imagem e texto do Josias de Sousa”, prossegue Conceição Oliveira. “Esta estratégia é danosa para homens e mulheres e para as lutas femininas por respeito e dignidade humana.”

Ações como sua, Josias, são um desserviço às mulheres e ao País; contribuem para aumentar a violência contra nós. Tomara que nem você nem as pessoas que ama provem do seu veneno.



Cobiçadas e palco de disputas políticas, comissões ditam ritmo do Congresso

Definida a Mesa Diretora, embate é pelo comando de comissões que garantem poder para fazer andar ou parar projetos de lei

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Como todos os projetos de lei passam pela CCJ, comissão é a mais disputada (Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara)

São Paulo – Nem bem encerrou a disputa pelo salário mínimo, a Câmara dos Deputados já aquece os ânimos para uma batalha igualmente complexa. A portas fechadas, a escolha dos integrantes das comissões parlamentares é o momento mais tenso no que se segue à escolha do presidente da Casa. Pautada por interesses variados, a distribuição alimenta egos e pode selar a sorte de determinados projetos.

"Na verdade, as coisas acontecem mesmo nas comissões", explica o senador Delcídio Amaral (PT-MS), escolhido para presidir a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). "Plenário é ditadura de líder. Quando vão para o plenário, as coisas estão mais ou menos encaminhadas. É nas comissões que cada um coloca sua posição, é ali que o jogo é jogado", resume. O Senado concluiu na última semana, não de todo livre de mal-estar, o processo de escolha dos presidentes das comissões.

A CAE, como sempre, figurou entre as mais disputadas, ao lado da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A explicação é simples: todo projeto protocolado na Casa é avaliado pela Mesa Diretora, que define a quais comissões cabe a avaliação do caso. Nenhuma proposta escapa à CCJ, responsável por analisar a constitucionalidade das matérias. Raras são as propostas que escapam à CAE, cujo equivalente na Câmara é a Comissão de Finanças, porque nelas é analisada a adequação financeira do projeto.

Na prática, as comissões definem o ritmo de tramitação de uma proposta. "O presidente de uma comissão tem o poder de definir o que vai ser votado. Se quiser segurar algum projeto, é soberano", avalia Edson Sardinha, analista do site Congresso em Foco. "(Ele) pode criar embaraços quando pauta um projeto que, por exemplo, o governo não quer ver aprovado", exemplifica.

Para Sardinha, o papel das comissões é subestimado no acompanhamento cotidiano do Legislativo, já que a maior parte das pessoas que prestam alguma atenção ao Congresso limita-se ao plenário. Há projetos que tramitam em caráter conclusivo e, a menos que haja alguma discordância mais complexa pelo caminho, sequer chegam à avaliação do conjunto completo dos parlamentares, transformando-se em lei a partir da avaliação exclusiva das comissões.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), atualmente em seu quinto mandato, acredita que parte da imprensa e dos colegas de Casa não dá valor à possibilidade de aprofundar o debate nas comissões. Ele concorda com a avaliação do petista Amaral de que em plenário há menos chances para promover uma discussão bem embasada. "Mas como tem muitos que vivem em função da lógica da governabilidade, clientelista, fisiológica, atrás de emendas, esse tipo de coisa esvazia muito as comissões."

Proporcionalidade

O PSOL é um dos partidos que se sentem afetados pelo atual critério de escolha de cargos em comissões. A distribuição se dá segundo o tamanho das bancadas. O partido com representação mais numerosa tem a prerrogativa de escolher qual comissão quer presidir – via de regra, a CCJ. Depois disso, a segunda maior bancada assegura seu quinhão, e assim sucessivamente, até que não reste uma migalha sem dono.

Às legendas menores sobram poucas perspectivas de exercer um papel de protagonista na legislatura. “Isso cria exclusões. Quem quer participar às vezes não tem a possibilidade de (integrar) uma comissão mais importante, de uma relatoria, de uma presidência”, lamenta Valente.

Entre os queixosos à regra de proporcionalidade há até mesmo figuras de partidos donos de bancadas maiores. “Temos a compreensão de que o critério deveria ser calculado por blocos, mas é o que foi possível. Essa regra foi estabelecida pela Mesa e nos resta cumprir”, lamentou à Agência Senado o líder do PT, Humberto Costa (PE).

A principal lamentação do partido de Dilma Rousseff foi não ter garantido o comando da Comissão de Infraestrutura. O PSDB, por contar com a terceira maior bancada, já havia bicado a comissão. “Isso seria uma declaração de guerra, que tem suas consequências. A reação seria proporcional à ação e, apesar de sermos minoria reduzida, temos instrumentos para dificultar os interesses do governo no Congresso”, ameaçou o líder da sigla, Álvaro Dias, que por fim venceu a disputa.

Tamanha disposição se explica. No ranking de comissões do Senado, a de Infraestrutura viu sua cotação subir com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e explodir com Copa do Mundo e Olimpíada.

Holofotes

Nem só de interesses econômicos se faz um Congresso. As comissões são uma oportunidade para ganhar projeção e atrair segmentos da sociedade. Em termos de audiência, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de caráter temporário, costuma garantir algum grau de acompanhamento da imprensa. As CPIs do primeiro mandato de Lula foram uma vitrine para muitos parlamentares, mas boa parte dos expoentes de então amargamente descobriram, mais tarde, que a vitrine podia não trazer louros eleitorais.

Na legislatura que ora se inicia, a Comissão Especial sobre a Reforma Política mostra-se com o maior potencial de atração de holofotes. O tema é clamado por parte da opinião pública e por boa parte das bancadas no Congresso.

No Senado, os membros já estão definidos. Ela será composta por dois ex-presidentes – Itamar Franco (PPS-MG) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL) –, um provável candidato ao Planalto – Aécio Neves (PSDB-MG) –, ex-governadores – Eduardo Braga (PMDB-AM) e Roberto Requião (PMDB-PR) – e tradicionais figuras do mundo político – como Francisco Dornelles (PR-RJ).

O caráter de palco para disputas e acenos é resumido por Delcídio Amaral. "Política é uma disputa de egos", diz. Questionado se haveria espaço para propostas e ideias nesse embate, ele descarta a dicotomia: "As propostas têm os respectivos egos embutidos. Uma coisa atrai a outra".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

noites galos e quintais




arranquei as paredes da casa claro como se fosse óbvio ainda vivo a procura dos olhos de mar de uma menina que ainda mora em bento e mesmo viva diz que morta está arranquei os telhados do teto como se não fosse o óbvio alice ainda está em são francisco com saudades dos anos 70 ouço belchior



Galos, Noites e Quintais
Belchior

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso,
que hoje eu trago e tenho;
Quando adoçava meu pranto e meu sono,
no bagaço de cana do engenho;
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,
fazendo eu mesmo o meu caminho,
por entre as fileiras do milho verde
que ondeia, com saudade do verde marinho:
Eu era alegre como um rio,
um bicho, um bando de pardais;
Como um galo, quando havia...
quando havia galos, noites e quintais.
Mas veio o tempo negro e, à força, fez comigo
o mal que a força sempre faz.
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais

arranquei os retalhos do corpo claro como se fosse óbvio panos quentes não me servem para nada vivo a procura de um tempo mesmo ainda vivo ele diz que morto está eram 25 anos de sonho e sangue muito mais sangue que sonhos no teatro real além da mesa posta quando judas não se furtou de carregar a sua cruz e os restos mortais da santa ceia me deram hoje o couro cru a carne viva na memória de olga como se fosse óbvio ter sobrenome savary

MAR I

para ti queria estar
sempre vestida de branco
como convém a deuses
tendo na boca o esperma
de tua brava espuma.
Violenta ou lentamente o mar
no seu vai-e-vem pulsante
ordena vagas me lamberem coxas,
seu arremesso me cravando
uma adaga roxa.

MAR II

Amo-te, amor-meu-inimigo,
de mim não tendo piedade alguma.
Amo-te, amor-sol-a-pino,
feroz, sem nenhuma sombra.
Estás inteiro em mim
e vou sozinha.
Ao ver-te, amor, minha sorte ficou
como se diz: marcada.
Mar é o nome do meu macho,
meu cavalo e cavaleiro
que arremete, força, chicoteia
a fêmea que ele chama de rainha,
areia.

Mar é um macho como não há nenhum.
Mar é um macho como não há igual
¾ e eu toda água.

Olga Savary

assim procurando os olhos de mar da menina de bento encontrei essa mulher do rio de janeiro vinda ainda menina de belém do pará trazendo na carne nas veias bagagens dos cios florestas que reapartiu em versos para desaguar no mar

artur gomes
http://pelegrafia.blogspot.com

sábado, 19 de fevereiro de 2011

a cabeça do dragão




o que teria a ver ficção e realidade comando invisível presídio federal brazilírica pereira onda azul escola de samba invisível inconsciente coletivo ribeirão do tempo onde o professor flores calhorda maquiavélico espalha o terror na cidade fruto da maquiagem do teatro das artes cínicas hoje não é sexta feira 18 de fevereiro carnaval batendo a porta pra espantar a solidão eu quero ser o primeiro a ouvir zeca baleiro no pet shop mundo cão



marko andrade lança a pergunta no ar
onde está a cabeça do dragão
do tráfico das armas do pó?

está na rocinha na mangueira
na mineira na pavuna
na favela da maré
no complexo do alemão?

no morro do estado
no engenho encantado
será que a cabeça tem nome
e esconde a própria cara
há muito tempo ronda
em tudo que é guanabara?

federico baudelaire – viagens insanas

http://federicobaudelaire.blogspot.com/

eu sou o teu avesso

sou a filha da vaca
mas não troco minha mãe
por diva nenhuma

eu sou a neta da puta
mas estou com a minha ave
em carne e unha

eu sou o teu avesso
a língua da morte
a ruptura do conforto
fedra margarida
negra como corvo
no lado escuro da vida
serei sempre seu estorvo

eu sou o teu avesso
as flores do mal-me-quer
o lado mundano da vida
de pagu a baudelaire

fedra margarida
world of the woman
http://fedramargarida.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bloco do Rock com Riverdies + 3 ótimas bandas! Sábado às 22h na Lapa!






Amigos e fãs, próximo sábado, dia 19 de fevereiro,
faremos um showzaço de 1h, tocando todas nossas músicas mais pedidas!
Escolhi à dedo ótimas bandas que ainda não tinham tocado com o Riverdies
para didivir o palco conosco nesse fds animado, cheio de blocos de carnaval!
Cheguem mais cedo pra tomar uma cerva com a gente e não se atrasarem,
pois as bandas começarão 22h em ponto e as ruas da Lapa devem estar cheias!
Segue em anexo o flyer com todas as informações!
Fil Buc
Produtor Musical e Guitarrista
Infos sobre o novo Home Studio:
www.myspace.com/filbucproductions
(21) 9611-1611

Fora isso, obrigado à todos que lotaram nosso acústico na Fnac mês passado,
parabéns à produção do Festival da PUC em BH pelo grande evento último sábado,
e fiquem ligados, estamos cheios de boas notícias para os próximos meses :)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Overdose ou "toma que o diploma é teu"

O deputado Anthony Garotinho vai ter uma agenda extensa nesta sexta-feira (18) e no sábado (19). Mas não é em Brasília, não. É aqui mesmo em Campos onde, a convite da prefeitura, vai ser a "estrela" do seminário que reunirá todos os ocupantes de cargos comissionados.O encontro com aquele que - apesar de não eleito pelo voto popular para tal - de fato governa a cidade, segundo entendimento popular, vai acontecer no centro de convenções da Uenf.

A programação na sexta-feira vai bombar. Durante todo o dia os comissionados vão experimentar uma "overdose" da imagem do deputado federal. Ele está escalado para fazer várias palestras (manhã e tarde). No sábado, o seminário irá até às 12h e, mais uma vez, o deputado estará lá falando sobre temas que, na certa, afetarão o destino dos cidadãos campistas.

A prefeita Rosinha Garotinho, por sua vez, anda muito preocupada em "reestruturar e enxugar (hein?!!!) a máquina administrativa". E já até pediu à Fundação Getúlio Vargas a elaboração de um estudo que deve apontar para a fusão e extinção de algumas secretarias, e a transformação de algumas pastas em superintendências. Para corroborar a idéia, ela afirma que “a prefeitura de Campos tem, hoje, uma estrutura desorganizada". Foi o que ela disse ao jornalista Saulo Pessanha (Folha da Manhã), citando como exemplo a pasta da Educação que, após o estudo da FGV, poderá sofrer uma correção no quantitativo de cargos DAS.

Não nos esqueçamos que foi justamente no governo da senhora prefeita que foram criados inúmeros novos cargos comissionados. Servirá o estudo da FGV para reduzir ou aumentar ainda mais o número deles? A resposta nos será dada através das futuras publicações no Diário Oficial, leitura obrigatória de todo cidadão campista.

fonte: http://estouprocurandooquefazer.blogspot.com/




De "quarentena", Lula prometeu voltar a falar de política após o carnaval
Por: Alana Gandra RedeBrasilAtual

“Primeiro eu tenho que desencarnar”, disse Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Pr Arquivo)

Rio de Janeiro – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta quarta-feira (16) à imprensa carioca que voltará a falar de política depois do dia 8 de março, quando termina o período que chamou de "quarentena".

“Primeiro eu tenho que desencarnar”, disse Lula. Por causa desse período de silêncio, o ex-presidente não quis fazer comentários sobre o novo salário mínimo, que foi votado ontem pelo Congresso Nacional.

Lula está reunido neste momento em um hotel de Copacabana (zona sul do Rio), com economistas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além da economista Maria da Conceição Tavares. “Eu tenho um apreço muito grande pela Maria da Conceição. Não pude vê-la quando era presidente e agora tenho disponibilidade”. Lula referiu-se também ao compositor Chico Buarque de Hollanda, “um grande amigo, esteve junto em todos os momentos, nas horas boas e nas difíceis”.

Hoje à noite, o ex-presidente jantou com o governador Sergio Cabral. Lula não confirmou se virá ao Rio para assistir ao desfile das escolas de samba no carnaval deste ano. “Eu tenho vontade de vir para o Carnaval. Mas vai depender das circunstâncias.”

A evolução do estado de saúde do ex-vice-presidente José Alencar, que recebeu a visita de Lula, de terça-feira (15), em São Paulo, está incluída nessas "circunstâncias". Lula disse ter consciência de que a situação de Alencar é grave. “A gente está torcendo. Sou um cristão e tenho muita fé", disse ele em relação à possibilidade de recuperação do amigo.

Fonte: Agência Brasil


Auditores pedem punição e prioridade às ações preventivas

Em entrevista ao Vozes da Liberdade, que vai ao ar esta semana, a presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosêngela Rassy, sublinha a importância de ações para interromper o ciclo da escravidão

Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume
Repórter Brasil

O processo principal da Chacina de Unaí, crime ocorrido em 2004, está pronto para ser julgado na 9ª Vara Criminal Federal em Belo Horizonte (MG). Foi publicada, no último dia 2 de fevereiro, decisão unânime da 5a Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou os recursos especiais impetrados pelos acusados José Alberto de Castro e Hugo Alves Pimenta.

Os ministros do STJ rejeitaram todos os argumentos apresentados pelos acusados, entre eles a alegação de que houve condução forçada de testemunhas, além da contestação das qualificadoras do crime. O triste episódio motivou a escolha de 28 de janeiro como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Ao todo, nove pessoas são acusadas da morte dos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, bem como do motorista Ailton Pereira de Oliveira, abatidos durante fiscalização na zona rural de Unaí (MG). Um dos acusados é o próprio prefeito do município, Antério Mânica (PSDB), um dos maiores plantadores de feijão do país. Ele será julgado em foro especial por conta do cargo que ocupa. Antério foi eleito para comandar a Prefeitura de Unaí (MG) em 2004 e reeleito em 2008.

José e Hugo, também apontados como mandantes, respondem em liberdade, assim como Norberto Mânica, irmão de Antério. Os outros cinco envolvidos, réus pelo envolvimento mais direto na execução da Chacina de Unaí pistoleiros Erinaldo de Vasconcelos Silva ("Júnior"), Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda; o contratante Francisco Élder Pinheiro (conhecido como "Chico Pinheiro") e o intermediário Humberto Ribeiro dos Santos permanecem presos aguardando julgamento.

Confira a entrevista com Rosêngela Rassy, presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), concedida ao programa Vozes da Liberdade, da Repórter Brasil. Além da cobrança pelo julgamento dos acusados da Chacina de Unaí - que esteve no centro de diversos protestos realizados com participação ativa do Sinait em diversos Estados -, ela abordou os desafios ao combate ao crime, especialmente relativos à prevenção.

Repórter Brasil: Qual foi a principal cobrança durante as manifestações?

Rosângela Rassy: Nossa principal cobrança é que o processo retorne o mais rápido possível para Belo Horizonte (MG). Após a publicação da decisão do STJ, tecnicamente o processo está pronto para retornar à Minas Gerais. Reivindicamos que esse julgamento ocorra em Belo Horizonte (MG).

Existe alguma expectativa em relação a prazo?

Infelizmente, não temos [previsão], mas estamos otimistas, tanto que trabalhamos essa questão do otimismo na nossa manifestação. Usamos balões brancos. Antes, só usávamos balões pretos porque não viámos caminhos. E agora não há mais possibilidade de recursos dos acusados para os Tribunais Superiores.

Quanto mais equipes de fiscalização, maior será o número de libertados, frisa Rosângela

Entendemos que é preciso que a Justiça faça um grande esforço para concluir julgar o processo em Minas Gerais. Nós estamos pedindo até uma força tarefa da 9ª Vara em Belo Horizonte (MG) para que seja instaurado o Tribunal de Júri. E este Tribunal deverá julgar os oitos indiciados. São nove indiciados no total. Antério Mânica [atual prefeito de Unaí (MG), onde ocorreu o crime] só será julgado após o julgamento de todos os acusados, exatamente pelo foro privilegiado que conquistou.

Esse processo sintetiza muitas questões relacionadas ao trabalho escravo. As pessoas que estão sendo punidas, por enquanto, são só os acusados de executar o crime. Enquanto que aqueles que são acusados de ser os mandantes permanecem em liberdade... Isso é realmente bastante preocupante. Eu tenho pensado muito durante esta Semana de Combate ao Trabalho Escravo, durante os seminários, nessas discussões.

O que mudou, nesses anos todos, a partir do momento em que o governo brasileiro organizou o combate ao trabalho escravo e assumiu a existência de trabalho escravo?

Todas as notícias das ações fiscais que vemos é a mesma situação. Não estamos vendo uma mudança no quadro. Ao mesmo tempo em que pedimos que sejam formadas novas equipes de combate ao trabalho escravo, será que é só isso que falta? Já está parecendo que o momento é de o governo pensar o que precisa fazer na base para modificar esse quadro. Aí entram as questões socioeconômicas e culturais. Porque continua existindo as mesmas coisas: vão aliciar trabalhadores no Maranhão, no Piauí e levar para o Pará. A fiscalização vai lá retira. Depois de alguns meses, eles estão de volta. Acho que precisamos chamar a atenção do governo para que algo mais seja feito. Não só o combate nesses moldes que está sendo feito hoje, mas encontrar uma forma de resolver esta questão na base, como intensificar a economia nesses estados que "exportam" mão de obra escrava.

O que você colocaria como prioritário entre as diversas ações que precisam ser feitas para dar um salto no combate ao trabalho escravo?

Em relação ao combate em si, eu acho que temos que intensificar e aumentar os grupos de fiscalização. E isso passa, necessariamente, pelo aumento de auditores fiscais do trabalho. É preciso ainda oferecer trabalho nos locais [em que há aliciamento de trabalhadores que acabam sendo vítimas]. Quando vamos ao interior dos Estados, vemos uma miséria só. Os jovens fazem o primeiro grau [do ensino básico] e depois não tem o que fazer. Aí entram nesse caminho da sobrevivência e se submetem as condições de trabalho subumana. Temos de parar para refletir: vamos continuar só combatendo da forma que estamos combatendo?

Cria-se Seguro Desemprego, propõe-se que esses trabalhadores sejam retirados e colocados em projetos de qualificação profissional, mas um ou outro estado consegue fazer isso. O Mato Grosso é pioneiro nesta questão. E o resto do Brasil? Estamos vivendo um ciclo atrás do outro, mas as coisas estão se repetindo. Isso está começando a incomodar.

Na sua opinião, o foco principal hoje seria, então, a prevenção?

Sim, eu acho que temos que dar prioridade para a prevenção. O Brasil se destaca na questão da erradicação, mas passados mais de 10 anos, o quadro permanece porque o número de trabalhadores libertados aumenta cada vez mais. Quanto mais grupos de auditores tivermos, mais resgates teremos. Isso é uma demonstração que a situação está muito grave ainda.

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PORTUGUESIA
VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA APRESENTA PORTUGUESIA
FESTA DA POESIA DE LÍNGUAS PORTUGUESAS E ESPANHOLAS

Belo Horizonte torna-se a cidade da poesia com a edição mundial do Encontro Internacional PORTUGUESIA Festa da Poesia de Línguas Portuguesas e Espanholas, no Verão Arte Contemporânea, durante os dias 18, 19 e 20 de fevereiro de 2011, no Palácio das Artes e no Instituto Cervantes, com a participação de poetas e artistas do Brasil e do exterior, apresentando as línguas da poesia através de livros, vídeos, debates, autógrafos, performances, instalações, onde a literatura acontece em suas mais diferentes linguagens, sendo a poesia um espelho entre a vida e a arte.

PORTUGUESIA é um projeto de pesquisa de poesia de Wilmar Silva, autor do livro-dvd PORTUGUESIA Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética, volume 1 de uma série sem fim, com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil (Minas Gerais), contra-antologia com 5 poemas de cada um dos autores, mais DVD encartado ao livro com 2 horas de videopoemas, gravado in loco durante as suas viagens pelo mundo de línguas portuguesas.

Além de PORTUGUESIA Festa da Poesia de Línguas Portuguesas e Espanholas em Belo Horizonte, em 2011 o projeto chegará a Casa de Portugal em São Paulo, ao FestiPoa em Porto Alegre, a Casa Museu Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, Portugal, onde acontece desde 2009 uma edição do projeto, através de uma realização da Cámara Municipal de Vila Nova de Famalicão.


This place was never the same again after you came and went

Abruptamente, aquela música tão esquecida, voltou a mexer sensações com meus tímpanos. Sem perceber, já havia me transportado para aquele quarto de horas tão lindas que passamos juntas.

Era o meu riso que dava as mãos às gargalhadas que aquela mulher deixava escapar, relativas às suas - nada úteis - tentativas de fuga dos malabarismos das minhas mãos. As cócegas deixavam-na radiante! Nesse momento, já não éramos duas irmãs, nem duas amantes.. éramos crianças, brincando de viver os últimos momentos - que não admitíamos chegar - da convivência mais nobre e digna que oferecemos uma para a outra e aceitamos merecidamente.

ana luisa em http://lepetitsourireaveugle.blogspot.com

MP denuncia professor por assédio sexual a aluna de 13 anos

RIO - O Ministério Público denunciou por assédio sexual o professor de matemática Fábio Ribeiro Rocha por tentar seduzir uma aluna de 13 anos. Ele trabalhava na rede pública municipal. Segundo a denúncia da 20ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos, o acusado cometeu quatro vezes o crime entre 22 e 24 de março de 2010.

Segundo o MP, Rocha chamou a estudante do 9º ano à sala dos professores de uma escola em Campo Grande, na Zona Oeste, e tentou convencê-la a ir até a casa dele quando a esposa não estivesse presente. A jovem recusou. No dia 23, ele sugeriu que a adolescente faltasse ao último tempo de aula para acompanhá-lo até sua residência. Ela novamente recusou.

Ele obteve o número do telefone celular da estudante e, no dia 24, tentou convencê-la a encontrá-lo escondido. Como a garota já havia contado sobre o assédio a seus pais, a conversa foi gravada.

Na denúncia, o promotor Marcus Vinicius da Costa Moraes Leite, diz que o acusado "preferiu se valer de sua inegável ascendência, decorrente da qualidade de professor, para intentar se aproveitar sexualmente de uma menina de treze anos de idade, felizmente sem sucesso. A despeito da gravidade do evento, há notícia nos autos de que 'Fabio continua dando aula normalmente', o que, a par de consubstanciar um escárnio para com os familiares da aluna (que teve que se retirar da escola em razão do ocorrido), implica a exposição de outros alunos a severíssimo risco".

A ação será julgada pelo juízo da 40ª Vara Criminal. Caso seja condenado, ele pode cumprir pena de um a dois anos de reclusão, com aumento de um terço quando a vítima tem menos de 18 anos.
O promotor pediu que a Justiça determine que o acusado seja suspenso do exercício de suas funções de magistério e mande cópias da denúncia às Secretarias Municipal e Estadual de Educação, para a adoção de medidas.

fonte: www.yahoo.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FRENTE CONSULTA POPULAÇÃO SOBRE TRANSPORTE


A comissão de mobilização da Frente Democrática iniciou, ontem à tarde, no Terminal Rodoviário Urbano, na beira rio, uma coleta de informações da população sobre a qualidade do transporte de passageiros.

O trabalho continua hoje e amanhã e, ao final, será elaborado um amplo relatório sobre as condições do setor e o nível de atendimento à sociedade. Logo no primeiro dia ficou patente que a população exige mais qualidade. Itens como assiduidade dos ônibus e estado geral dos veículos foram criticados pelos usuários.

Enquanto é realizado o trabalho de campo, a comissão jurídica da Frente elabora um pedido de informações ao governo sobre os critérios usados para aferição do número de passageiros atendidos, ao mês, o que consubstancia o repasse de recurso público para complemento da passagem. O objetivo é aprimorar o sistema e garantir transparência nas relações público/privadas.

Em Campos, desde 1º de maio de 2009, vigora a passagem a 1 real, com parte da passagem custeada pela prefeitura.

Integrantes da comissão que cumprem a tarefa no Terminal Urbano, destacaram a receptividade civilizada dos passageiros, ao responder o questionário. Os mercenários da mídia que tentaram indispor a Frente com a população, perderam.

Hoje, às 9:30h, a Frente Democrática vistoria uma das muitas praças com obras paralisadas e cercadas por tapumes, na cidade.


MUITO DINHEIRO E POUCA CASA

Modelo de casa popular para ilustração do texto

A prefeitura de Campos já pagou às empreiteiras dinheiro suficiente para garantir a entrega de 3 mil 362 casas, no entanto, só conseguiu, até agora, inaugurar 650 unidades.

Segundo informações chegadas à Frente Democrática, pelo valor já repassado às empreiteiras responsáveis pela construção das casas populares do programa Morar Feliz, R$ 235.381.702,09 (duzentos e trinta e cinco milhões, trezentos e oitenta e um mil, setecentos e dois reais e nove centavos), quantia que representa mais de 60 por cento do total de R$ 357 milhões e 497 mil reais relativos às 5 mil e 100 do primeiro lote de casas anunciadas para os 2 primeiros anos do governo, 2009 e 2010, a prefeitura já deveria ter entregue o equivalente a 3 mil 362 residências.

A informação colhida numa planilha de controle de empenhos e pagamentos revela um dado que berra aos céus. Segundo o processo de número 2009.034.000031 – P PR a Prefeitura de Campos já repassou à empreiteira Odebrecht R$ 174.674.144,05 (cento e setenta e quatro milhões, seiscentos e setenta e quatro mil, cento e quarenta e quatro reais e cinco centavos) e à Construsan mais um pagamento de R$ 60.707.558,04 (sessenta milhões, setecentos e sete mil, quinhentos e cinqüenta e oito reais e quatro centavos).

Com todo esse dinheiro desembolsado, a Prefeitura de Campos comemora, com pompa e propaganda na mídia, a entrega de 650 unidades à famílias que vivem em áreas de risco. Para explicar desempenho tão pífio, a prefeita insinua que o cronograma de obras sofreu significativo atraso em razão de seu afastamento do cargo, por decisão judicial, por 6 meses.

Este argumento causa, internamente, entre os novos republicanos, no mínimo, grande constrangimento, já que quem ficou em seu lugar, foi o então presidente da Câmara, vereador Nelson Nahim, que além de aliado do seu grupo político, filiado ao PR é seu cunhado. Irmão da principal liderança do partido, deputado Garotinho. Ademais, durante seu curtíssimo governo provisório, não houve qualquer substituição nas secretarias diretamente envolvidas com o programa Morar Feliz: Obras, Emhab, Ação da Família, Controle, Planejamento e Finanças. Os secretários do período anterior à cassação temporária da prefeita e de agora são, rigorosamente, os mesmos da gestão interina de Nahim.

A disparidade entre o que foi pago até agora e a efetiva execução das obras das casas populares, será objeto de uma denúncia da Frente Democrática à Câmara Municipal, instância legítima para fiscalizar os atos do Poder Executivo, aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, na esfera de Defesa da Tutela Coletiva e ao Judiciário.

Se em 2 anos e 2 meses, o governo só conseguiu inaugurar conjuntos, num total de 650 casas, quanto tempo seria necessário para a construção das restantes 9 mil 550 das 10 mil e duzentas casas prometidas na campanha eleitoral, em 4 anos?

do Blog de Fernando Leite


Paulo Bernardo reafirma que regulação vai ocorrer, mas sem correria

Durante debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, ministro das Comunicações indica ainda que quer banda larga no programa de metas de universalização

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Paulo Bernardo lembrou que a chegada de fibra óptica a Manaus, na última semana, já provocou forte redução nos preços (Foto: Paulo Pepe)

São Paulo – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reafirmou nesta terça-feira (15) que é preciso tratar com muito cuidado a discussão sobre o marco regulatório do setor. A regulação, que pode impor restrições à existência de oligopólios, é aguardada com grande ansiedade por setores da sociedade civil que lutam pela democratização da comunicação.

Nascido por iniciativa do ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom), Franklin Martins, o anteprojeto foi transferido no início do governo Dilma Rousseff ao Ministério das Comunicações. Durante twitcam realizada no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Bernardo afirmou que grupos dentro da pasta estão analisando cada ponto do texto encaminhado por Martins, que depois serão compartilhados com a própria Secom e com o Ministério da Cultura antes de um debate que envolva todo o governo.

Depois disso, a expectativa é submeter o projeto a uma audiência pública para então enviá-lo ao Congresso. “O tema tem que ter muita ressonância na sociedade sob pena de o projeto ir pra gaveta. Você fala que quer regular a mídia e já vem gente falando que queremos censurar, amordaçar. Temos de ser muito tranquilos e muito firmes nisso”, ponderou o ministro, que durante duas horas respondeu a perguntas apresentadas pela plateia e por internautas.

A maior parte das questões encaminhadas pelos presentes ao auditório dizia respeito à regulação da comunicação, embora o tema inicial do debate fosse o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Bernardo afirmou que vai haver debate, mas pensa que é preciso refinar profundamente cada um dos pontos antes de se avançar para a fase da ação política. O ministro voltou a dizer que está bem encaminhada a possibilidade de criar uma agência específica para tratar do conteúdo da veiculado pelas empresas de radiodifusão, desvinculada da Agência Nacional de[Telecomunicações (Anatel).

Ele prometeu estudar ainda mecanismos para tornar mais clara a proibição de que deputados e senadores possuam concessões de rádio e TV. Para Bernardo, o veto previsto na Constituição precisa ser estendido a políticos como um todo, independentemente do cargo que ocupam.

Questionado sobre as críticas que sofre do jornalista Paulo Henrique Amorim, que frequentemente tem apontado que a discussão sobre a regulação das comunicações será engavetada, Bernardo ironizou afirmando que um bom repórter deve se basear no que dizem as fontes. “Ele se precipitou. Começou a bater antes de conversar com a gente, o que é indício de que se guiou por matérias de jornal, e matérias erradas de jornal.”

Banda larga

O ministro reafirmou também a ideia de que a banda larga seja incluída na revisão do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), atualmente negociado entre governo e empresas de telecomunicações. Até o começo de maio serão apresentados os novos objetivos a serem cumpridos pelo setor privado no que diz respeito a telefonia e, agora, a internet.

As teles resistem à inclusão de banda larga no PGMU, argumentando que isso não está previsto nos contratos de concessão firmados na década de 1990. O governo discorda, usando como argumento o fato de que o serviço de internet é, inclusive, oferecido em conjunto com o de telefone. “Esse é um serviço que compartilha a mesma infraestrutura, então queremos discutir também a banda larga”, aponta o ministro, que quer também discutir a distribuição de telefones públicos, os orelhões, pelas cidades do país.

A respeito do Plano Nacional de Banda Larga, o governo mantém a projeção de chegar a um piso de R$ 30 nas conexões de 512 kbps. Para isso, será preciso fechar acordo com os governos estaduais para que se corte o Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) específicamente sobre o fornecimento de internet de alta velocidade. “Agora, não tem de baixar o ICMS enquanto não fizer negociação e a empresa precisa baixar o preço. Vamos fechar como pacote: traz o preço para baixo e a gente propicia determinadas condições.”

Bernardo indica que, atualmente, 34% dos municípios brasileiros estão conectados à internet. Ele acredita que, com a redução do preço, será possível ampliar rapidamente o acesso e, dentro de alguns anos, criar metas para a universalização do serviço.

Pós-Bloco de carnaval com Riverdies no Satisfaction Bar

fil buc - foto: divulgação



riverdies – I Wonder


Hora sábado, 19 de fevereiro às 21:00 - 20 de fevereiro às 00:00

Localização Satisfaction Bar
Satisfaction - Lapa Rua do Riachuelo nº 18 - apos os Arcos da Lapa
Rio de Janeiro, Brazil

Criado por Vmh Estudio Produções

Mais informações Depois de pular nos blocos, venha bater cabeça com três grandes bandas. Atak, Besouros Verdez e Riverdies. A diversão é garantida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Trabalho segue": Pochman desmente Estadão e decepciona seus críticos da imprensa



Afirmação de Pochman contraria Moreira Franco, segundo Estadão
Pochmann nega mudanças no Ipea: "Trabalho segue"

São Paulo – O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, nega que haja mudanças no comando ou na condução da instituição. O órgão, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), segue seu trabalho normalmente sem qualquer alteração, segundo informou Pochmann, por telefone, à Rede Brasil Atual.

"Não há nada nesse sentido (de mudança no comando do Ipea), nem oficialmente nem extraoficialmente", asseverou Pochmann. "O trabalho segue normalmente", enfatizou. A SAE, procurada, afirma que o ministro Moreira Franco não se pronunciaria a respeito. Desde a posse do ministro, no início de janeiro, nenhuma alteração foi promovida no Ipea, segundo o órgão.

Na edição desta segunda-feira (14), uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirma que Moreira Franco estaria disposto a promover modificações no órgão. Pochmann é apontado como responsável pela linha de pesquisas adotadas pelo Ipea. Estudos mais voltados à desigualdade social, ao crescimento econômico e à qualidade do serviço público seriam alguns dos motivos de crítica por Moreira Franco.

O ministro confirma ter converado com o jornalista durante o final de semana, mas recusa-se a falar sobre o teor da entrevista. Ele nem confirma nem desmente se afirmou ou não estar insatisfeito com os rumos do Ipea e a conduta de seu presidente.

Pochmann está no cargo desde 2007, primeiro ano do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele assumiu o posto no lugar de Glauco Arbix e manteve-se desde a transferência do Ipea do Ministério do Planejamento para a SAE, convivendo com os ministros Mangabeira Unger e Samuel Pinheiro Guimarães.

Por ter um posicionamento favorável à expansão de direitos trabalhistas e à intervenção do Estado na economia, Pochmann sofre, desde o início de sua gestão, críticas da mídia convencional e de setores ligados ao mercado financeiro. A saída de pesquisadores cedidos de outros órgãos federais ao Ipea, como Fabio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli, provocou questionamentos de teor semelhante ainda em novembro de 2007.

Esses economistas, favoráveis a reformas de redução do Estado – como da Previdência, por exemplo – teriam perdido espaço dentro do organismo no período. O texto de O Estado de S.Paulo atribui também a João Sicsú, diretor do Departamento de Macroeconomia do Ipea, a responsabilidade pela linha adotada pelo órgão.

Pochmann é professor licenciado de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).

Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Passeata contra discriminação em shoppings, bancos e supermercados

Indignação e passeata

do VioMundo no Afropress

São Paulo – Uma passeata, que pretende reunir pessoas solidárias à luta contra a discriminação em shoppings, bancos e supermercados, marcará os seis meses do ato de racismo sofrido pelo músico cubano, Pedro Bandera, alvo de maus tratos por parte de seguranças do Shopping Cidade Jardim.

A passeata, convocada por iniciativa do próprio músico está marcada para sábado, dia 19/02, às 12h, e terá como ponto de encontro a frente do Shopping, que fica na Av. Magalhães de Castro, próxima à Marginal Pinheiros, Morumbi, bairro da Zona Sul de S. Paulo.

Bandera é formado em Pedagogia, em Cuba, e tem formação como percussionista e professor de música. No Brasil, há seis anos, e atualmente vivendo em S. Paulo, ele já trabalhou com artistas de renome no cenário musical brasileiro, como Pepeu Gomes, André Jung, Edgar Scandurra (ex-Ira), Luiza Maitá, Karina Buhr, Marina de La Riva e João Gordo, entre outros.

Barrado

No dia 28 de agosto do ano passado, quando se dirigia a Livraria da Vila, como integrante da banda que acompanharia o show de apresentação do DVD da cantora Marina de La Riva, foi barrado por seguranças.

“Dois vieram ao meu encontro de maneira hostil, agressiva. Um deles falou que eu não poderia entrar sem me explicar o motivo de tal restrição. Expliquei o motivo da minha presença no local e mesmo assim ele questionou e, apontando para mim, ainda que tentando ser discreto, comentou com o outro: “Estão suspeitando desse indivíduo porque ele está falando que veio fazer um show, mas anda de táxi e ninguém viu seus instrumentos!”, relembra.

O músico pediu, então, a presença do responsável pela segurança do Shopping, ouvindo de quem o barrou a seguinte resposta: “Você é estrangeiro e não sabe que este shopping foi assaltado duas vezes? Quem te mandou entrar, quem te autorizou a entrar?”

Em seguida, ele fez contato com os membros da banda, que desceram em seu socorro. “No momento da chegada de um membro da banda, já tínhamos saído do interior do prédio e nos encontrávamos no estacionamento diante do táxi, onde eu, indignado, disse: “Olha vocês que falaram que ninguém viu meus instrumentos, eles estão aqui!, tirando-os do táxi”, relatou.

Mesmo assim, os seguranças continuaram tentando evitar a sua entrada no Shopping, o que só aconteceu depois da intervenção da produtora da banda, do pessoal da livraria e dos músicos. Bandera disse que relatou o ocorrido à administração dois dias depois, porém, nunca teve resposta.

O músico cubano procurou a Delegacia de Crimes Raciais (DECRADI) onde registrou Boletim de Ocorrência e também procurou o Centro de Estudos das Relações Raciais e do Trabalho (CEERT), onde o caso está sendo acompanhado pelo advogado, Daniel Teixeira.

pontal atafona

um filme de artur gomes com trilha sonora da banda Riverdies


aqui cenário de terra em transe
de um filme de glauber rocha
onde vivi minha infância
conheci o primeiro amor
experimentei o primeiro sexo
no mangue no cais na restinga
aqui onde rio e mar se beijam
sem ter nem mães nem pais
a terra varrida ao vento
casas varridas ao temporal
aqui no fim do dia
um barco peso na corda
um peixe preso no anzol
pássaros sobre os calcanhares
homens sobre os girassóis
onde rio e mar se beijão
renascem nossos filhos
aqui onde tudo é infinito
o silêncio o mar o grito
caranguejos explodem em pólvora
na areia sob o sol
pontal que um dia atafona
o mar o rio
o rio o mar
não sabia qual dos dois era rio
nem também qual dos dois inda é mar

artur gomes
http://palavras-diversas.blogspot.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

fulinaimagem

pinacoteca - foto: artur gomes



1

por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais
e essa lua mansa fosse faca
a afiar os verso que ainda não fiz
e as brigas de amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto
que a argamassa do abstrato

por enquanto
vou te amar assim admirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

2

o que trago embaixo as solas dos sapatos
bagana acesa sobra o cigarro é sarro
dentro do carro
ainda ouço jimmi hendrix quando quero
dancei bolero sampleando rock and roll
pra colher lírios há que se por o pé na lama
a seda pura foto síntese do papel
tem flor de lótus nos bordéis copacabana
procuro um mix da guitarra de santana
com os espinhos da rosa de Noel

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com/

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

ReVirando a Tropicália



nada melhor do que poemas do paulo leminski e torquato neto para meditar sobre esse obscuro momento da cultura oficial neste país de fogo e palha

todo louco tem um bairro
que o bairro o trata bem
só falta mais um pouco
para eu ser tratado também

o paulo leminski
é um cachorro louco
que dve ser morto
a pedra a fogo
a pau a pique
senão é bem capaz
o filha da puta
de fazer chover
em nosso piquenique

entre a dívida externa
e a dúvida interna
meu coração comercial
alterna

quando olho nos olhos
sei quando um pessoa
está por dentro
ou estar por fora
quem está por fora
não sustenta
um olhar que demora
diante do meu centro
este poema me olha

ali
se alice ali se visse
quando alice viu e não disse
e alice ali se dissesse
quanta palavra veio
e não desce
ali bem ali
dentro da alice
só alice com alice
ali se parece

paulo leminski


lets play that´s

quando nasci um anjo torto
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo louco torto
com asas de avião
e eis o que o anjo me disse
apertando a minha mão
com um sorriso entre os dentes
vá bicho desafinar o coro dos contentes

e desde que eu sai de casa
trouxe a viagem de volta
cravada na minha mão
enterrada no meu umbigo
dentro fora assim comigo
minha própria condução

todo dia é dia dela
pode ser pode não ser
abro a porta ou a janela
todo dia é dia D

há urubus nos telhados
a carne seca é servida
um escorpião encravado
na sua própria ferida
não escapa
só escapo pela porta de saída

todo dia mais um dia
de amar-te a morte morrer
todo dia menos dia
mais um dia
dia D

Literato cantabile

agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e qualquer gesto pode ser o fim
do seu início
agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em minha orla
os pássaros de sempre cantam assim,
do precipício:
a guerra acabou
quem perdeu agradeça
a quem ganhou.
não se fala. não é permitido
mudar de idéia. é proibido.
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos
está vetado qualquer movimento
do corpo ou onde quer que alhures.
toda palavra envolve o precipício
e os literatos foram todos para o hospício
e não se sabe nunca mais do mim. agora o nunca.
agora não se fala nada, sim. fim. a guerra
acabou
e quem perdeu agradeça a quem ganhou.

agora não se fala mais
toda palavra guarda uma cilada
e qualquer gesto é o fim

do seu início:
Agora não se fala nada
e tudo é transparente em cada forma
qualquer palavra é um gesto
e em sua orla
os pássaros de sempre cantam
nos hospícios.
Você não tem que me dizer
o número de mundo deste mundo
não tem que me mostrar
a outra face
face ao fim de tudo:
só tem que me dizer
o nome da república do fundo
o sim do fim
do fim de tudo
e o tem do tempo vindo:
não tem que me mostrar
a outra mesma face ao outro mundo
(não se fala. não é permitido:
mudar de idéia. é proibido.
não se permite nunca mais olhares
tensões de cismas crises e outros tempos.
está vetado qualquer movimento


Andar Andei

não é o meu país
é uma sombra que pende
concreta
do meu nariz
em linha reta
não é minha cidade
é um sistema que invento
me transforma
e que acrescento
à minha idade
nem é o nosso amor
é a memória que suja
a história
que enferruja
o que passou
não é você
nem sou mais eu
adeus meu bem
(adeus adeus)
você mudou
mudei também
adeus amor
adeus e vem
quero dizer
nossa graça
(tenemos)
é porque não esquecemos
queremos cuidar da vida
já que a morte está parida
um dia depois do outro
numa casa enlouquecida
digo de novo
quero dizer
agora é na hora
agora é aqui
e ali e você
digo de novo
quero dizer
a morte não é vingança
beija e balança
e atrás dessa reticência
queremos
quero viver

cogito

eu sou como eu sou
pronome pessoal
intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

sou como eu sou agora
sem velhos segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

sou o que sou presente
desferrolhado
indecente
feito um pedaço de mim

sou o que sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim

torquato neto

sábado, 12 de fevereiro de 2011

brazílica pereira




ouro preto das minas gerais
meu corpo esquartejado
em pedaços
como um qualquer tiradentes
por uma confidência
contra o rei de portugal
ouro preto das tordezilhas
meus dias de fel e sal
neste hotel de brazilha
planalto das m a r a v ilhas
mar de lama de bakanal

http://associaodosblogueirosdesocupados.blogspot.com/2011/02/ministra-ana-de-hollanda-desmascarada.html

lendo o texto deste link acima dá para entender melhor o porque dos ataques do tal maestro Marcos Vinicius defendendo as ações de Ana de Hollanda em favor do ECAD e contra todos nós que defendemos o Creative Commons, primeiro dá para ver como o tal maestro está desinformado quando diz que o CC é uma ONG americana, depois o que é mais escabroso, é perceber os seus laços com o próprio ECAD, através da AMAR/Sombrás, que atua como uma máfia dentro de uma outra máfia, dá até para parodiar o verso famoso do Zé Ramalho na música Vida de Gado: onde ele canta: “vocês que fazem parte dessa massa” a gente canta: vocês que fazem parte desta máfia.

Não foi por acaso a manifestação do tal maestro, quando o Renato Rovai, alertou que a ministra estava abrindo guerra com todos nós que defendemos o acesso ao livre conhecimento. E o pior de tudo é a relação da ministra com todas as pessoas citadas no texto, e o que fazem elas. Com certeza o posicionamento do Gil enquanto ministro da cultura e também enquanto artista continua a assombrar muitos de seus colegas que defendem a ferro e fogo a atuação do ECAD como se dá até então, e para nossa alegria Gil ontem anunciava mais um show de graça no www.escuta.com

neste país de fogo & palha
se falta lenha na fornalha
uma mordaz língua não falha
cospe grosso na panela
da imperial tropicanalha

não me metam nestes planos verdes/amarelos
meus dentes vãos/armados
nem foices nem martelo
meus dentes encarnados
alvos brancos belos
já estão desenganados
desta sopa de farelos

salve lindo pensão que balança
entre as pernas abertas da paz
tua nobre sifilítica herança
dos rendez-vous de impérios atrás

meu coração é tão hipócrita
que não janta
e mais imbecil que ainda canta:
ou
viram no ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta

obs.: e como bem disse padre olivácio para a sua mocidade independente queremos um salário mínio de R$2.250, ou no mínimo 61% de reajuste como os deputados fizeram com o salário deles, senão não nos resta outra alternativa, vamos invadir o congresso

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Emprego na indústria tem crescimento recorde de 3,4% em 2010




Por: Vitor Abdala, da Agência Brasil
Trabalhadores tiveram ampliação da oferta de emprego nas indústrias em 2010 (Foto: Rodrigo Paiva/Folhapress)
Rio de Janeiro - O emprego na indústria brasileira teve crescimento de 3,4% em 2010, em relação ao ano anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior expansão da série histórica iniciada em 2002. Em 2009, o número de pessoas ocupadas na indústria havia caído 5,0% em relação a 2008.

De acordo com dados divulgados hoje (11), as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram aumento na taxa de emprego no ano passado, com destaque para São Paulo (2,8%), o Rio Grande do Sul (4,0%), Rio de Janeiro (5,6%) e Santa Catarina (3,4%), além das regiões Nordeste (5,0%) e Norte e Centro-Oeste (4,2%).

Entre os segmentos industriais, o emprego cresceu em 13 dos 18 ramos pesquisados. As principais influências para o resultado geral do emprego na indústria vieram dos setores de máquinas e equipamentos (7,3%), produtos de metal (7,0%), meios de transporte (5,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,2%), calçados e couro (5,7%), têxtil (6,4%), alimentos e bebidas (1,5%) e metalurgia básica (7,7%).

Já os setores de vestuário (-2,1%) e de madeira (-5,8%) tiveram as principais pressões negativas sobre o emprego da indústria. Segundo o IBGE, o bom resultado de 2010 reflete “não só a recuperação gradual do emprego industrial ao longo do ano, mas também a baixa da base de comparação em função dos ajustes realizados no mercado de trabalho em 2009, por conta dos efeitos da crise econômica internacional”.

Comparando apenas o mês de dezembro de 2010 com o mesmo período de 2009, também foi registrado um crescimento de 3,4%. Mas comparando dezembro de 2010 com o mês anterior, houve uma redução de 0,1%.

Salários
A folha de pagamento real para os empregos na indústria brasileira também aumentou em 2010, em relação ao ano anterior. O crescimento, de 6,8%, é o mais elevado desde 2004, quando havia sido de 9,7%, segundo o IBGE.

O resultado de 2010 reverteu a queda de 2,4% registrada em 2009. Todos os 14 locais pesquisados pelo IBGE registraram aumento na folha de pagamento. Os principais impactos positivos vieram de São Paulo (5,0%), seguido por Minas Gerais (7,6%), pelo Rio de Janeiro (9,3%) e Rio Grande do Sul (9,1%).

Dezesseis das 18 atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram aumento da folha de pagamento, com destaque para os meios de transporte (8,3%), as máquinas e equipamentos (7,6%), os alimentos e bebidas (5,1%) e as máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,6%).

O número de horas pagas aos trabalhadores também aumentou em 2010. A alta foi de 4,1% em relação ao ano anterior, o maior aumento da série histórica, iniciada em 2002. Em 2009, havia sido registrada queda de 5,3%.

Edição: Fábio M. Michel, da Rede Brasil Atual

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O 'antimoderno' CD de Marcio Tucunduva

Por: Guilherme Bryan, especial para a Rede Brasil Atual



(Foto: Divulgação)

O cantor, guitarrista, violonista, arranjador, compositor, produtor e mixador Marcio Tucunduva lança, nesta quinta-feira (10), às 20h30, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo sua segunda produção independente, o CD “Antimoderno”. Autor de músicas gravadas por A Cor do Som, o artista mostra seu talento em letras contundentes e com uma base instrumental, que mistura blues, rock e ritmos brasileiros, recuperando o que houve de melhor na música nacional principalmente das décadas de 1970 e 1990.

A faixa que abre o CD e dá título a ele é um rock misturado com ritmos nordestinos, que escancara a influência de Raul Seixas, em letra que o cantor reflete em voz rascante e poderosa: “Eu sigo andando / Dando pouca bobeira / Sem levantar poeira / Sem levantar bandeira / Sem esperar a banda passar / Eu ouço vozes / Mas já ouvi coisas piores”. Esse rock repentista é a tônica de outras duas faixas, “A Amizade é a Mesma” e “Soladeira”. A força poética comparece ainda em “No Meio do Caminho”: “No meio do caminho / Há uma aposta / Que mais parece um lixo industrial / Vendida como se a melhor proposta / Fosse cada um ter uma no quintal”. A influência de Raul Seixas volta na balada “Entre a Cana e o Tédio”, que tem ares de Los Hermanos.

Leia também:
O "Antimoderno" de Marcio Tucunduva (parte1/2)
O "Antimoderno" de Marcio Tucunduva (parte2/2)

Em “Que Sabe a Cabra?”, Marcio Tucunduva estabelece um diálogo com “Cotidiano”, de Chico Buarque, mas a referência parece estar mesmo na Nação Zumbi e no movimento manguebeat. “Parafuso Horário” tem a mesma pegada das melhores músicas dos Raimundos na década de 1990, ou seja, uma potente mistura de forró e rock.

“Salada Mista” tem toques de rock progressivo, mas com cara bem brasileira setentista, estilo que segue na psicodélica “Olha Quanta Coisa”. Para realizar esse trabalho, Marcio Tucunduva se cercou de profissionais de qualidade. A começar pelo blueseiro Marcos Ottaviano, um dos fundadores da Companhia Paulista de Blues e que tocou com feras como B.B. King, John Pizzarelli, Celso Blues Boy e o guitarrista dos Rolling Stones, Ron Wood. Aqui ele é co-produtor e guitarrista.

A banda conta também com Andrei Ivanovic, no baixo, e Mario Fabre, o novo baterista dos Titãs. O lendário engenheiro de som e produtor norte-americano Roy Cicala, que trabalhou com John Lennon e Patty Smith, entre outros, ficou responsável pela captação da voz de Marcio, que surge cristalina.

Ouvir Marcio Tucunduva ao vivo provoca a sensação de que ainda é possível ser criativo no rock e no blues brasileiro, sem precisar esconder as referências. Muito ao contrário, é importante escancará-las para dar um passo adiante. Escutar o CD “Antimoderno” mostra ainda que não é preciso estar atrelado a uma grande gravadora, nem nos maiores estúdios do mundo, para se realizar um trabalho de qualidade musical, impecavelmente produzido, em qualquer lugar do planeta.

Serviço:
Quinta-feira (10/2), as 20h30.
Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141. Vila Mariana
Telefone: (11) 5080-3000
Ingresso: R$12,00

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ela tinha um jeito gal fatal vapor barato

rio das ostras - foto: artur gomes




quando pela primeira vez
em teus mares mergulhei
rio das ostras
gozei de amor e ócio
ainda não havia selvagens vândalos
não seus primitivos
mas outros que vieram
para destruir a tua história
sem pensar ao menos
na arqueologia dos teus ossos

em goyta city tem um esgoto a céu aberto um valão podre que atravessa a cidade que um dia foi chamado de canal campos macaé e a prefeitura de campos dos goytacazes gasta milhões pra enfeitar a podridão

black billy
ela tinha um jeito gal
fatal – vapor barato
toda vez que me trepava as unhas
como um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra cigana ébria
vomitando doses dos eu cnto
uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de insetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu
a morte não é muito mais
que um plug elétrico
um grito de guitarra uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu

jazz free som balaio
ouvidos negros miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma antiVersão de blues
nalguma nigthe noite uma só vez

pouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midinigth ou aVersão de brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao ter-te arte nobre minha musa odara

ao toque dos tambores ecos suburbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos pratos
delícias de iguarias que algum deus consente
ao gênios dos infernos que arde gemem arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de mútiplas metades juntas numa parte

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

José Calixto: O muro do MinC



por José Calixto Kahil Cohon, no blog Em defesa da Educação
Diz um antigo filósofo revolucionário que as desgraças da humanidade começaram quando o primeiro idiota cercou-se de suas armas e declarou apontando: isto aqui é minha propriedade – e para que essa desgraça se expandisse na história e na terra, todos os outros infelizes se conformaram diante de tal expropriação.

O mundo virtual da internet nos coloca novamente diante de tal primeiro passo. E agora não se tratam dos meios produtivos de sobrevivência firmados pelo trabalho arado na terra, com suas línguas, gestos e nações. Pela segunda vez na história da humanidade o globo se abriu como território livre, mas agora das trocas do conhecimento, do saber humano, de sua produção criativa. Pela primeira vez todos tem a oportunidade de ter acesso ao conhecimento – podemos ouvir a sabedoria do canto dos Pigmeus do Gabão até os gemidos de Michael Jackson, e um africano pode ser dono dos direitos autorais dos Beatles!

Mas os idiotas individualistas (que redundância) insistem em cinicamente dizer que ao conhecimento se deve agregar valor real, dinheiro bruto, posse absurda da sabedoria. Aos que advogam o direito de autor de alguma obra, de imediato, logo suspeitamos: será que ela vale mesmo tudo o que dizem que vale? O verdadeiro conhecimento não é aquele feito para todo pessoa ler, acessar, olhar, ouvir? O verdadeiro produtor de conhecimento não é aquele que sabe que o valor de sua obra está contida nela mesma, na sua fortuna sobre a História e a humanidade? Afinal, a cultura não é produto de alguns, mas sim um processo coletivo. Que dizer, por exemplo, das descobertas autorais da ciência se estas se perpetuassem como direitos, pagaríamos até hoje royalties a família Jefferson pela descoberta da Luz.

Hoje, com o atual debate levantado pela Ministra Ana de Hollanda, é sabido o caso de inúmeros déspotas esclarecidos que nos trouxeram contribuições para o conhecimento do homem e do mundo, e que vêm agora nos afrontar com a conta! O atual debate sobre direitos autorais no Brasil não é um debate: é a imposição da propriedade intelectual advinda de artistas e produtoras, no pacto capitalista da cadeia produtiva da indústria cultural. Mas isto não deve nos assustar: qualquer conhecedor da História da Indústria Cultural já previa este movimento.


Assim como a imprensa, o rádio, o cinema, a televisão, todos os avanços técnicos dos meios de circulação, de informação, fornecem dialeticamente o progresso e o regresso. Se por um lado, quando da criação do rádio, acreditava-se na ampliação do acesso à cultura, na educação a distancia para todas as camadas sociais, logo interverteu-se o progresso em dominação, e, atualmente, basta dar um zap no rádio para ver que ele não contribui para a elevação da qualidades humanas, mas sim perpetua o gozo vulgar consumista, que apazigua o ânimo individual frente ao tédio moderno de nossas vidas. Sem contar na repressão deslavada às manifestações culturais que as “poliça” de canção submetem a sociedade.

A internet claramente está no mesmo caminho: tanto que basta olhar estatísticas para ver que a maioria da população já segue os principais monopólios midiáticos e consome da pior música à pior pornografia. Mas ainda é tempo para travarmos esta luta.

Frente a esses idiotas devemos imediatamente fazer como pedia a anedota: não vamos nos conformar. Protestaremos veementemente e para a nossa violência será somada outra tática: será a da pirataria silenciosa dos gygabites, que levando conhecimento a todos gratuitamente já tem transformado a consciência ao redor do mundo, organizando revoluções, globalizando saberes, destruindo nações e fronteiras. Será a troca intensa da criatividade comum ampliada pelas relações virtuais que fará reconhecer o sem sentido de se pagar para ver ouvir ou ler.

Essa é a toda e única fortuna que os direitos autorais custam. Seu domínio de território é constituído por um muro diante da evolução da consciência humana.

* José Calixto Kahil Cohon faz mestrado de Filosofia na USP.

Quem tem medo de Gilberto Gil?

qual a distância que o separa da hollanda? quem for capaz responda-em. Marko Andrade atento e antenado com o que nos diz respeito aponta uma vingança de Antonio Grassi para se entender o que se passa no MINc, ele para quem ainda não s abe foi demito por Gil da Funarte, e atuou com um dos principais articuladores para a nomeação de Ana de Hollanda ao mesmo tempo em que é um de seus principais conselheiros e de quebra voltou a presidência da Funarte nomeado poe ela, estranho não? Se a presidente Dilma, tivesse um pouco mais de conhecimento sobre a causa na certa não apsotaria nesta escolha, mas todo governo que se diz preocupado com cultura na verdade só se lembra dela em periodos de leições, porque até agora as declarações da Secretareia Nacional de Cultura do PT não convencem.


Banda Larga Cordel
Gilberto Gil


Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
Tem um gosto de fel, raiz amarga
Quem não vem no cordel da banda larga
Vai viver sem saber que mundo é o seu

Mundo todo na ampla discussão
O neuro-cientista, o economista
Opinião de alguém que esta na pista
Opinião de alguém fora da lista
Opinião de alguém que diz que não

Uma banda da banda é umbanda
Outra banda da banda é cristã
Outra banda da banda é kabala
Outra banda da banda é alcorão
E então, e então, são quantas bandas?

Tantas quantas pedir meu coração
E o meu coração pediu assim, só
Bim-bom, bim-bom, bim-bom, bim-bom
Ou se alarga essa banda e a banda anda
Mais ligeiro pras bandas do sertão

Ou então não, não adianta nada
Banda vai, banda fica abandonada
Deixada para outra encarnação
Rio Grande do Sul, Germania
Africano-ameríndio Maranhão

Banda larga mais demografizada
Ou então não, não adianta nada
Os problemas não terão solução
Piraí, Piraí, Piraí
Piraí bandalargou-se um pouquinho

Piraí infoviabilizou
Os ares do município inteirinho
Com certeza a medida provocou
Um certo vento de redemoinho
Diabo de menino agora quer

Um i pod e um computador novinho
Certo é que o sertão quer virar mar
Certo é que o sertão quer navegar
No micro do menino internetinho
O Netinho, baiano e bom cantor

Ja faz tempo tornou-se um provedor - provedor de acesso
À grande rede www
Esse menino ainda vira um sábio
Contratado do Google, sim sinho
Diabo de menino internetinho

Sozinho vai descobrindo o caminho
O rádio fez assim com seu avô
Rodovia, hidrovia, ferrovia
E agora chegando a infovia
Pra alegria de todo o interior

Meu Brasil, meu Brasil bem brasileiro
O You Tube chegando aos seus grotões
Veredas do sertão, Guimarães Rosa,
Ilíadas, Lusíadas, Camões,
Rei Salomão no Alto Solimões,

O pé da planta, a baba da babosa.
Pôs na boca, provou, cuspiu
É amargo, não sabe o que perdeu
É amarga a missão, raiz amarga
Quem vai soltar balão na banda larga
É alguém que ainda não nasceu



A Secretaria Nacional de Cultura do PT divulgou nota a respeito do debate em torno da decisão do Ministério da Cultura de remover as licenças Creative Commons do seu sítio eletrônico.

Leia abaixo o documento:

Ao debate, com fervor, princípios e prudência

Vivemos um momento especial das políticas públicas de Cultura no Brasil, no qual a participação social com ampla diversidade de escopo é uma realidade. Para o Partido dos Trabalhadores esta construção é algo irreversível, que conquistamos com nosso empenho e que defendemos como parte indissociável do modo petista de governar.

Acompanhamos de perto, neste momento de transição de gestão, a preocupação de diversos agentes da Cultura com a remoção das licenças Creative Commons do sítio eletrônico do Ministério da Cultura.

Essa preocupação é justificada, pois no Brasil há uma disputa sendo travada. De um lado estão aqueles que defendem a concentração dos meios de comunicação e de outro os que entendem que a sua democratização é fundamental para a sociedade.

O Partido dos Trabalhadores se coloca inequivocamente ao lado dos que lutam pelo avanço da democracia nos campos da Cultura e da Comunicação, mas nós militantes de Cultura do PT, entendemos que a simples retirada das licenças CC do sítio do MinC não indica o retrocesso político que alguns vem acusando.

Para que isso fique claro, seria fundamental que o Ministério retomasse o quanto antes o debate público e democrático sobre a reforma da Lei dos Direitos Autorais.

Reivindicamos aqui nosso Programa de Governo Uma Cultura do tamanho do país, para o Brasil seguir mudando*, produzido com o conjunto de partidos da Coligação. Este é o nosso compromisso público diante dos militantes da cultura, e, principalmente, com a sociedade brasileira, alinhado com os principais debates públicos e com o Plano Nacional de Cultura.

O compromisso da Secretaria Nacional de Cultura com a ampliação dos meios de difusão e acesso à Cultura, com as novas plataformas e meios tecnológicos e com os avanços necessários na legislação é a certeza de que o Governo Dilma dará continuidade e ampliação das conquistas do Governo Lula.

Morgana Eneile
Secretária Nacional de Cultura

*Programa de Governo Dilma para a Cultura: http://www.pt.org.br/portalpt/secretarias/-cultura-15/mobilizacao-de-cultura--eleicoes-2010-331/programa-de-cultura-dilma-13-27121.html.