fulinaíma

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Overdose ou "toma que o diploma é teu"

O deputado Anthony Garotinho vai ter uma agenda extensa nesta sexta-feira (18) e no sábado (19). Mas não é em Brasília, não. É aqui mesmo em Campos onde, a convite da prefeitura, vai ser a "estrela" do seminário que reunirá todos os ocupantes de cargos comissionados.O encontro com aquele que - apesar de não eleito pelo voto popular para tal - de fato governa a cidade, segundo entendimento popular, vai acontecer no centro de convenções da Uenf.

A programação na sexta-feira vai bombar. Durante todo o dia os comissionados vão experimentar uma "overdose" da imagem do deputado federal. Ele está escalado para fazer várias palestras (manhã e tarde). No sábado, o seminário irá até às 12h e, mais uma vez, o deputado estará lá falando sobre temas que, na certa, afetarão o destino dos cidadãos campistas.

A prefeita Rosinha Garotinho, por sua vez, anda muito preocupada em "reestruturar e enxugar (hein?!!!) a máquina administrativa". E já até pediu à Fundação Getúlio Vargas a elaboração de um estudo que deve apontar para a fusão e extinção de algumas secretarias, e a transformação de algumas pastas em superintendências. Para corroborar a idéia, ela afirma que “a prefeitura de Campos tem, hoje, uma estrutura desorganizada". Foi o que ela disse ao jornalista Saulo Pessanha (Folha da Manhã), citando como exemplo a pasta da Educação que, após o estudo da FGV, poderá sofrer uma correção no quantitativo de cargos DAS.

Não nos esqueçamos que foi justamente no governo da senhora prefeita que foram criados inúmeros novos cargos comissionados. Servirá o estudo da FGV para reduzir ou aumentar ainda mais o número deles? A resposta nos será dada através das futuras publicações no Diário Oficial, leitura obrigatória de todo cidadão campista.

fonte: http://estouprocurandooquefazer.blogspot.com/




De "quarentena", Lula prometeu voltar a falar de política após o carnaval
Por: Alana Gandra RedeBrasilAtual

“Primeiro eu tenho que desencarnar”, disse Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Pr Arquivo)

Rio de Janeiro – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu nesta quarta-feira (16) à imprensa carioca que voltará a falar de política depois do dia 8 de março, quando termina o período que chamou de "quarentena".

“Primeiro eu tenho que desencarnar”, disse Lula. Por causa desse período de silêncio, o ex-presidente não quis fazer comentários sobre o novo salário mínimo, que foi votado ontem pelo Congresso Nacional.

Lula está reunido neste momento em um hotel de Copacabana (zona sul do Rio), com economistas da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além da economista Maria da Conceição Tavares. “Eu tenho um apreço muito grande pela Maria da Conceição. Não pude vê-la quando era presidente e agora tenho disponibilidade”. Lula referiu-se também ao compositor Chico Buarque de Hollanda, “um grande amigo, esteve junto em todos os momentos, nas horas boas e nas difíceis”.

Hoje à noite, o ex-presidente jantou com o governador Sergio Cabral. Lula não confirmou se virá ao Rio para assistir ao desfile das escolas de samba no carnaval deste ano. “Eu tenho vontade de vir para o Carnaval. Mas vai depender das circunstâncias.”

A evolução do estado de saúde do ex-vice-presidente José Alencar, que recebeu a visita de Lula, de terça-feira (15), em São Paulo, está incluída nessas "circunstâncias". Lula disse ter consciência de que a situação de Alencar é grave. “A gente está torcendo. Sou um cristão e tenho muita fé", disse ele em relação à possibilidade de recuperação do amigo.

Fonte: Agência Brasil


Auditores pedem punição e prioridade às ações preventivas

Em entrevista ao Vozes da Liberdade, que vai ao ar esta semana, a presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosêngela Rassy, sublinha a importância de ações para interromper o ciclo da escravidão

Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume
Repórter Brasil

O processo principal da Chacina de Unaí, crime ocorrido em 2004, está pronto para ser julgado na 9ª Vara Criminal Federal em Belo Horizonte (MG). Foi publicada, no último dia 2 de fevereiro, decisão unânime da 5a Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou os recursos especiais impetrados pelos acusados José Alberto de Castro e Hugo Alves Pimenta.

Os ministros do STJ rejeitaram todos os argumentos apresentados pelos acusados, entre eles a alegação de que houve condução forçada de testemunhas, além da contestação das qualificadoras do crime. O triste episódio motivou a escolha de 28 de janeiro como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Ao todo, nove pessoas são acusadas da morte dos auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, bem como do motorista Ailton Pereira de Oliveira, abatidos durante fiscalização na zona rural de Unaí (MG). Um dos acusados é o próprio prefeito do município, Antério Mânica (PSDB), um dos maiores plantadores de feijão do país. Ele será julgado em foro especial por conta do cargo que ocupa. Antério foi eleito para comandar a Prefeitura de Unaí (MG) em 2004 e reeleito em 2008.

José e Hugo, também apontados como mandantes, respondem em liberdade, assim como Norberto Mânica, irmão de Antério. Os outros cinco envolvidos, réus pelo envolvimento mais direto na execução da Chacina de Unaí pistoleiros Erinaldo de Vasconcelos Silva ("Júnior"), Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda; o contratante Francisco Élder Pinheiro (conhecido como "Chico Pinheiro") e o intermediário Humberto Ribeiro dos Santos permanecem presos aguardando julgamento.

Confira a entrevista com Rosêngela Rassy, presidenta do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), concedida ao programa Vozes da Liberdade, da Repórter Brasil. Além da cobrança pelo julgamento dos acusados da Chacina de Unaí - que esteve no centro de diversos protestos realizados com participação ativa do Sinait em diversos Estados -, ela abordou os desafios ao combate ao crime, especialmente relativos à prevenção.

Repórter Brasil: Qual foi a principal cobrança durante as manifestações?

Rosângela Rassy: Nossa principal cobrança é que o processo retorne o mais rápido possível para Belo Horizonte (MG). Após a publicação da decisão do STJ, tecnicamente o processo está pronto para retornar à Minas Gerais. Reivindicamos que esse julgamento ocorra em Belo Horizonte (MG).

Existe alguma expectativa em relação a prazo?

Infelizmente, não temos [previsão], mas estamos otimistas, tanto que trabalhamos essa questão do otimismo na nossa manifestação. Usamos balões brancos. Antes, só usávamos balões pretos porque não viámos caminhos. E agora não há mais possibilidade de recursos dos acusados para os Tribunais Superiores.

Quanto mais equipes de fiscalização, maior será o número de libertados, frisa Rosângela

Entendemos que é preciso que a Justiça faça um grande esforço para concluir julgar o processo em Minas Gerais. Nós estamos pedindo até uma força tarefa da 9ª Vara em Belo Horizonte (MG) para que seja instaurado o Tribunal de Júri. E este Tribunal deverá julgar os oitos indiciados. São nove indiciados no total. Antério Mânica [atual prefeito de Unaí (MG), onde ocorreu o crime] só será julgado após o julgamento de todos os acusados, exatamente pelo foro privilegiado que conquistou.

Esse processo sintetiza muitas questões relacionadas ao trabalho escravo. As pessoas que estão sendo punidas, por enquanto, são só os acusados de executar o crime. Enquanto que aqueles que são acusados de ser os mandantes permanecem em liberdade... Isso é realmente bastante preocupante. Eu tenho pensado muito durante esta Semana de Combate ao Trabalho Escravo, durante os seminários, nessas discussões.

O que mudou, nesses anos todos, a partir do momento em que o governo brasileiro organizou o combate ao trabalho escravo e assumiu a existência de trabalho escravo?

Todas as notícias das ações fiscais que vemos é a mesma situação. Não estamos vendo uma mudança no quadro. Ao mesmo tempo em que pedimos que sejam formadas novas equipes de combate ao trabalho escravo, será que é só isso que falta? Já está parecendo que o momento é de o governo pensar o que precisa fazer na base para modificar esse quadro. Aí entram as questões socioeconômicas e culturais. Porque continua existindo as mesmas coisas: vão aliciar trabalhadores no Maranhão, no Piauí e levar para o Pará. A fiscalização vai lá retira. Depois de alguns meses, eles estão de volta. Acho que precisamos chamar a atenção do governo para que algo mais seja feito. Não só o combate nesses moldes que está sendo feito hoje, mas encontrar uma forma de resolver esta questão na base, como intensificar a economia nesses estados que "exportam" mão de obra escrava.

O que você colocaria como prioritário entre as diversas ações que precisam ser feitas para dar um salto no combate ao trabalho escravo?

Em relação ao combate em si, eu acho que temos que intensificar e aumentar os grupos de fiscalização. E isso passa, necessariamente, pelo aumento de auditores fiscais do trabalho. É preciso ainda oferecer trabalho nos locais [em que há aliciamento de trabalhadores que acabam sendo vítimas]. Quando vamos ao interior dos Estados, vemos uma miséria só. Os jovens fazem o primeiro grau [do ensino básico] e depois não tem o que fazer. Aí entram nesse caminho da sobrevivência e se submetem as condições de trabalho subumana. Temos de parar para refletir: vamos continuar só combatendo da forma que estamos combatendo?

Cria-se Seguro Desemprego, propõe-se que esses trabalhadores sejam retirados e colocados em projetos de qualificação profissional, mas um ou outro estado consegue fazer isso. O Mato Grosso é pioneiro nesta questão. E o resto do Brasil? Estamos vivendo um ciclo atrás do outro, mas as coisas estão se repetindo. Isso está começando a incomodar.

Na sua opinião, o foco principal hoje seria, então, a prevenção?

Sim, eu acho que temos que dar prioridade para a prevenção. O Brasil se destaca na questão da erradicação, mas passados mais de 10 anos, o quadro permanece porque o número de trabalhadores libertados aumenta cada vez mais. Quanto mais grupos de auditores tivermos, mais resgates teremos. Isso é uma demonstração que a situação está muito grave ainda.

Notícias relacionadas:
"Estreantes" pregam empenho por PEC do Trabalho Escravo
Eventos destacam escravidão no meio urbano e impunidade
Atlas revira entranhas do trabalho escravo no Maranhão
Combate ao trabalho escravo motiva atividades pelo país


PORTUGUESIA
VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA APRESENTA PORTUGUESIA
FESTA DA POESIA DE LÍNGUAS PORTUGUESAS E ESPANHOLAS

Belo Horizonte torna-se a cidade da poesia com a edição mundial do Encontro Internacional PORTUGUESIA Festa da Poesia de Línguas Portuguesas e Espanholas, no Verão Arte Contemporânea, durante os dias 18, 19 e 20 de fevereiro de 2011, no Palácio das Artes e no Instituto Cervantes, com a participação de poetas e artistas do Brasil e do exterior, apresentando as línguas da poesia através de livros, vídeos, debates, autógrafos, performances, instalações, onde a literatura acontece em suas mais diferentes linguagens, sendo a poesia um espelho entre a vida e a arte.

PORTUGUESIA é um projeto de pesquisa de poesia de Wilmar Silva, autor do livro-dvd PORTUGUESIA Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética, volume 1 de uma série sem fim, com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil (Minas Gerais), contra-antologia com 5 poemas de cada um dos autores, mais DVD encartado ao livro com 2 horas de videopoemas, gravado in loco durante as suas viagens pelo mundo de línguas portuguesas.

Além de PORTUGUESIA Festa da Poesia de Línguas Portuguesas e Espanholas em Belo Horizonte, em 2011 o projeto chegará a Casa de Portugal em São Paulo, ao FestiPoa em Porto Alegre, a Casa Museu Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, Portugal, onde acontece desde 2009 uma edição do projeto, através de uma realização da Cámara Municipal de Vila Nova de Famalicão.


This place was never the same again after you came and went

Abruptamente, aquela música tão esquecida, voltou a mexer sensações com meus tímpanos. Sem perceber, já havia me transportado para aquele quarto de horas tão lindas que passamos juntas.

Era o meu riso que dava as mãos às gargalhadas que aquela mulher deixava escapar, relativas às suas - nada úteis - tentativas de fuga dos malabarismos das minhas mãos. As cócegas deixavam-na radiante! Nesse momento, já não éramos duas irmãs, nem duas amantes.. éramos crianças, brincando de viver os últimos momentos - que não admitíamos chegar - da convivência mais nobre e digna que oferecemos uma para a outra e aceitamos merecidamente.

ana luisa em http://lepetitsourireaveugle.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário