fulinaíma

sexta-feira, 25 de março de 2011

Convite a todos moradores de Campos:

No sábado 26/03/11, haverá uma manifestação da população e dos aprovados do PSF. Venha participar você também! É hora de exigirmos a valorização da Saúde em Campos e cobrar a ativação de todos PSFs!
Lema da Manifestação: PSF CAMPOS – Necessidade da população e Direito dos concursados!
Local: no CRTCA Henrique Oliveira (perto do Exército)
Horário: a partir das 8:30hs


“Folha” descobriu que Kassab é Kassab!

http://arturgomes-fotografia.blogspot.com/


Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador: e Blog do Miro

Não tenho simpatia alguma por Gilberto Kassab. Fruto do marketing (lembram dos bonecos do “Kassabão” na campanha para a Prefeitura, em 2008?) e de espertezas urdidas nos bastidores da política, ele virou prefeito num golpe de sorte – depois de ser escolhido vice de Serra.

Kassab tem trajetória parecida à de Sarney: o ex-presidente era um líder de segunda linha no antigo PDS. Ajudou a criar a dissidência que daria origem ao PFL (apesar de não ter entrado no PFL, mas ido diretamente ao PMDB), e assim virou o vice de Tancredo. Com a morte de Tancredo, virou presidente. Estava no lugar certo, na hora certa. Sarney sobrevive, desde então, como uma espécie de camaleão que sabe fazer as escolhas corretas nas horas exatas: apoiou FHC, depois apoiou Lula.

Kassab parece ter escolhido caminho semelhante. O que não chega a ser novidade na política brasileira. O engraçado é o desespero da imprensa serrista. Enquanto Kassab mantinha-se fiel ao bloco PDSB/DEM, era tratado como um “gerentão”, como um prefeito bom de trabalho, o prefeito da “Cidade Limpa” (que, diga-se, é um bom projeto). Tratado sempre com a condescendência merecida, já que era um protegido de Serra. Nada da pancadaria sofrida por Erundina ou Marta.

Agora, que resolveu migrar rumo à base lulista, Kassab virou um pária. Um colunista da “Folha” escreveu essa semana: “Serra levou Kassab aonde ele jamais imaginaria chegar”.

Hehe. Está dado o recado: “Kassab, seu ingrato, Serra abriu o caminho para você. E agora você trai o nosso chefe?”

Kassab queria chamar seu “novo” partido de PDB. Foi logo carimbado de “Partido Da Boquinha”. Ok. Mas quando a boquinha é pra ser vice de um tucano, aí pode?

Hehe. Essa “Folha”… Cada vez mais óbvia. A história é a seguinte: Kassab é apenas um político conservador, que tenta sobreviver. Vai aprender que a vida, longe da proteção oferecida pela mídia serrista, não é fácil. Kassab apanha sem parar desde que anunciou o movimento de aproximação com a base lulista. O mesmo colunista da “Folha” (o diário extra-oficial do serrismo) agora carimbou o partido do prefeito de “partido comercial”. Isso por agregar muitas lideranças ligadas às associações comerciais que tradiconalmente apóiam Afif – isso desde que ele foi candidato a presidente em 89. A “Folha” ainda chamou o prefeito de “macunaímico”. E disse que o PSD de Kassab é “filho do pragmatismo maroto”.

Ou seja: a “Folha” descobriu que Kassab é Kassab! Mas só descobriu agora, quando ele rompeu com o condomínio PSDB/DEM. E olhe que ele nem rompeu oficialmente com Serra. Mas ameaça costear o alambrado…

A “Folha” também só descobriu agora que Afif tem ligações sólidas com associações comerciais de todo o Brasil? Quando Afif foi eleito vice-governador de Alckmin isso não importava, certo? Boquinha e associação comercial, quando se trata de fazer aliança com os tucanos, são bemvindas.

Verdade que Kassab expõe-se ao ridículo com a tentativa de “resgatar a memória de JK”. Kassab não tem nada de JK. Isso soa falso, estranho. Até a neta de Juscelino já apareceu pra reclamar, como eu li no IG.

Quando resolveu apoiar Lula, especialmente após a crise de 2005, Sarney passou a ser tratado pela velha mídia brasileira como um “oligarca do Maranhão”. Ok. Isso ele já era há muito tempo. Mas enquanto esteve à disposição dos tucanos, o oligarca era um “estadista”.

Nesse ponto, parece-me que Sarney é muito mais esperto, e muito mais bem preparado do que Kassab. Sarney nunca tentou ser o que não era. Sarney nunca tentou apresentar-se como “herdeiro de Juscelino”. Se Kassab assumisse que é apenas um típico político conservador de São Paulo, mas disposto a dialogar com a base lulista, seria levado mais a sério. Pelo eleitor, pelas lideranças da sociedade.

Não pela “Folha” – porque essa escolheu o caminho do serrismo. Em todas as “operações jornalísticas” que interessam a Serra, está o dedo da “Folha”: na defesa do Ferreira Pinto (secretário de Segurança filmado a confratermnizar com jornalista da “Folha”), nos ataques ao presidente da Assembléa Legislativa de Saão Paulo Barros Munhoz (um tucano que bandeou-se mais pro lado de Alckmin, irritando Serra), e agora nos ataques contra Kassab.

Kassab merece apanhar. Mas a “Folha” – que o bajulou e protegeu enquanto esteve no serrismo – não tem moral para o ataque. Curioso como o jornal aceita um papel cada vez menor. Já foi o “jornal das diretas”. Depois, assumiu o papel de jornal a serviço dos tucanos. Agora, aceitou um papel ainda mais “recuado”: o de defender uma das facções do tucanato que lutam para manter o controle do PSDB de São Paulo.

Essa é a escolha da “Folha”. Por isso, Kassab vai apanhar da “Folha”. “Serra levou Kassab aonde ele jamais imaginaria chegar” – disse o colunista. Agora, o jornal pretende devolver Kassab ao lugar de onde não deveria ter saído. Falta combinar com a realidade.






ASILO DO CARMO À ESPERA DOS LERDOS PODERES


Fernando Leite no seu Blog

Ontem, recebi este registro fotográfico de um leitor do blog, Luiz Siri, que visitou o casarão construído na primeira metade do século XIX. Veja que lástima:

O prédio histórico do Asilo Nossa Senhora do Carmo agoniza. Sobre ele e sua história portentosa, o tempo demolidor. A obra de sua restauração tem recursos reservados no Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – que, por sua vez, aguarda providências da prefeitura de Campos para executá-la.

O que cabe ao governo municipal é efetivar a desapropriação de uma área próxima do solar, cujo processo foi iniciado na gestão do prefeito Mocaiber, mas não concluído, onde deverá ser construído um centro de convivência para os idosos internos. Condição indispensável para início das obras.

O secretário de Cultura, Orávio de Campos Soares, que acumula a presidência do Coppam – Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal – já esteve no prédio, no ano passado e está convencido que as providências urgem.

Acredito na vontade política de Orávio e sei que ele deve estar correndo contra o tempo e contra a burrocracia oficial.

Ontem, recebi este registro fotográfico de um leitor do blog, Luiz Siri, que visitou o casarão construído na primeira metade do século XIX. Veja que lástima:


Gilmar Mendes culpa o Congresso pela confusão que a Lei da Ficha Limpa criou

Ministro Gilmar Mendes criticou o Congresso Nacional por ter aprovado a lei em pleno ano eleitoral

Carolina Pimentel Agência Brasil no Brasil de Fato

Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a Lei da Ficha Limpa não valeu para as eleições de 2010, o ministro Gilmar Mendes criticou o Congresso Nacional por ter aprovado a lei em pleno ano eleitoral. Para o ministro, os parlamentares aprovaram a lei para evitar constrangimento com os eleitores e acabaram criando na sociedade e nos candidatos eleitos uma expectativa que não se confirmou. A lei foi aprovada pelo Parlamento em maio do ano passado.

“O Tribunal mostrou que não vai chancelar aventuras. Haveria um estímulo para buscar novas reformas às vésperas das eleições e porque isso impõe ao próprio Congresso um certo constrangimento. Quem quer dizer que é contra determinado tipo de proposta? O Congresso aprovou por unanimidade. Não significa que o Congresso bateu palmas, mas, às vezes, recebeu de forma acrítica”, disse o ministro, após participar do lançamento da oitava edição do Prêmio Innovare, que seleciona iniciativas que melhoram o funcionamento da Justiça.

Gilmar Mendes foi o relator do caso da Ficha Limpa no Supremo e votou para que a lei não tivesse efeito no pleito do ano passado. Um dos argumentos do ministro é que a lei não pode antecipar a punição de uma pessoa antes de a ação judicial ter sido concluída. “Se você apanhar fatos da vida passada para atribuir a fatos futuros, talvez não haja mais limites. A lei tem que anteceder a esse fatos. É preciso ter essa dimensão”, justificou.
Já o ministro do STF Carlos Ayres Britto, defensor da aplicação imediata da lei, afirmou que a decisão da Suprema Corte foi um “acidente de percurso” e acredita que a regra será aplicada integralmente no próximo ano. “Resta o consolo para a sociedade que, a partir de 2012, todo o conteúdo da lei terá incidência sem maiores questionamentos”, disse.

Por 6 votos a 5, a Corte definiu ontem (23) que a Lei da Ficha Limpa não teve efeito nas eleições do ano passado. A regra passará a valer somente a partir das eleições municipais de 2012.

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