sexta-feira, 11 de março de 2011

poema bíblico




do barro a carne
da costela adão
do teu corpo eva
todo trigo pão



fosse pimenta
fruta farta
felicidade
tua voz seria
sereia mar
marina maresia
fogueira acesa
no teu corpo santo
como farol
de lua
pra espantar
quebranto


porrada lírica

grávida lesma
passeia lentamente
na calçada rente
a vida por um fio
o tempo
preso no seu ventre
como se derepente
mergulhasse fundo no rio


bolero blue

beber
desse conhac
em tua boca
para matar a febre
nas entranhas
entredentes
indecente é a forma
que te como
bebo ou calo
e se não falo
quando quero
na balada
ou
no bolero
não é por falta
de desejo
é
que a fome
desse beijo
furta
qualquer outra
palavra
presa
como caça
indefesa
dentro
da carne
que não sai



leminskiando

só olho ana a vera
faça outono
ou primavera
quantas eras
quantas anas
em carnaval
meu olho disse:
vejo ana
sendo clara
lendo clara
vejo eunice
quando eu li
eu vi luana
ana ali
só vi liana
ana verso
analice


artur gomes
http://pelegrafia.blogspot.com

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