fulinaíma

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vai para casa, Padilha 2!


por Douglas Barreto no blog Planicie Lamacenta

Em determinadas situações, a emenda sai pior que o soneto.
O sonolento PT de Campos, depois de levar uma "bolada nas costas"(aliás, mais uma), com o anúncio de que o ministro da Saúde viria a cidade, ciceroneado pelo deputado federal, condenado por formação de quadrilha, tentou "correr atrás do prejuízo"!

Como sutileza e capacidade de análise não são pontos fortes do PT local(tem algum?), a tentativa de esvaziar o evento, com o "adiamento" da visita e a fala da vereadora de que o ministro receberia um relatório sobre a situação da saúde na cidade, deixou claro que o PT local não sabe bem a diferença entre o papel institucional de um ministro e o partido.

Não se pode "empurrar" goela adentro de um representante do governo federal que ele participe de um evento da oposição local, após ter cumprido uma agenda com a administração. Isso expõe o ministro, e "deixa no ar" uma imagem de que o partido "ataca" os "interesses da cidade".

Fica parecendo "birra".

Visita ministerial é evento político, onde o visitante "ilustre" vem fortalecer ou estabelecer canais com o anfitrião. Logo, ministro da Dilma nunca poderia fazer esse papel aqui em Campos dos Goytacazes.

Mas a "inteligença" política do PT/Campos permitiu que um ministro do PT com laços políticos com a cidade viesse aqui colocar "azeitona" na empada alheia!

Como não fez o "dever de casa", e não evitou, através desses canais políticos locais(leia-se PT de Campos, o clã D'Ângelo e o PT/Regional), que a presença do ministro estivesse vinculada aos "ogros da lapa", agora só tem um jeito:

A visita não deve acontecer, e em seu lugar, o ministro mandaria um representante do ministério, com viés "técnico", para diluir o conteúdo político do evento e seus desdobramentos.

Fica em casa, Padilha!

Mas se o caldo estiver entornado, e o Padilha desembarcar por aqui, vai uma sugestão aos patetas do PT: Ao invés de entregar uma agenda "negativa" ao ministro, com queixas e chorumelas, os patetas bem que poderiam fazer com que o evento com os sindicatos e entidades representativas do setor, em um exercício há muito esquecido pelo PT local, de aproximar e dinamizar as relações entre sociedade civil e governo, desse chance a esses setores de debaterem propostas e uma agenda "positiva" para a gestão da saúde local.

Tudo em um ambiente de interlocução institucional, sem os riscos de "aparelhamento", sectarização e, ou partidarização da visita! Usar a "estampa" do ministro para reaproximar o PT com esses setores, e estimular a discussão. Esse seria um ganho político!

Seria uma chance do PT Campos mostrar que pode ser solução, no lugar de só falar dos problemas! Indicar a população que uma gestão do PT local poderia trazer muitos benefícios a comunidade, com a sintonia com o governo federal e do estado!

Fora isso é: Vai para casa, Padilha!


Resfriamento de usina no Japão avança, mas situação ainda é grave

Por: Agência Brasil

Faixa impede que carros e pessoas entrem em uma área de Ono, na província de Fukushima (Foto: Joe Chan/Reuters)

Brasília – O trabalho de resfriamento dos reatores nucleares da Usina de Fukushima Daiichi, no Japão, evolui, mas segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), a situação continua grave.

As operações na usina foram suspensas temporariamente na segunda-feira (21) por causa de uma fumaça cinza que saía do reator número 3. Técnicos foram retirados do local mas, até o momento, não foram detectadas alterações no nível de radiação ou na pressão do reator.

Em entrevista, os técnicos da usina explicaram que a fumaça e o vapor que sobem das ruínas estão menos intensos e que o sistema de resfriamento já foi retomado em três reatores.

O grau de seriedade do acidente nuclear, no entanto, foi mantido em 5, em uma escala internacional que varia de 1 a 7.

Contaminação

As autoridades japonesas proibiram a venda de leite e de dois tipos de hortaliças produzidas perto da Usina Nuclear de Fukushima Daiima, no Nordeste do país, em decorrência dos elevados níveis de radioatividade na região. Depois do terremoto seguido de tsunami no último dia 11, a usina sofreu explosões e vazamentos nucleares contaminando boa parte da região.

O risco de agravamento da situação levou as autoridades a recomendar à população manter o afastamento em um raio de 20 quilômetros em volta da usina. Para os moradores da área, a orientação foi para que evitassem deixar suas casas em uma distância de 20 a 30 quilômetros.

Os funcionários que trabalham no resfriamento dos reatores de Fukushima foram orientados hoje a abandonar as instalações. A companhia Tokyo Electric Power (Tepco), responsável pela operação, determinou a retirada dos técnicos depois do surgimento de fumaça do reator número 3.
Paralelamente, as autoridades informaram que o reator 2 da usina está em condições de funcionamento parcial. Uma nova linha elétrica, há três dias, permite levar eletricidade até o reator 2.

Os equipamentos não estão em funcionamento pleno por causa das múltiplas verificações necessárias. De acordo com peritos, vários componentes, como bombas, devem ser mudados, o que requer tempo.

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