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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Brasil vende a primeira carga de petróleo do pré-sal


A Petrobras vendeu na terça-feira (19) a primeira carga de petróleo do pré-sal. O volume de 1 milhão de barris, extraído do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi vendido para a estatal chilena Empresa Nacional de Petróleo (Enap). O embarque deve ocorrer em maio e a carga será entregue em Quintero e San Vicente, no Chile.

Apesar de o valor da negociação não ter sido revelado pela Petrobras, o diretor de Abastecimento e Refino da companhia, Paulo Roberto Costa, disse que o preço obtido foi o principal fator na decisão de venda, além do fato de o parque de refino nacional ter atingido o limite de capacidade.

"Estamos refinando tudo o que podemos, estamos no limite", afirmou Costa. Sem querer dar detalhes sobre o valor da negociação, o diretor apenas comentou que o petróleo leve do Campo de Lula obteve um "excelente preço". Costa também descartou a possibilidade de utilizar esse petróleo exportado para substituir o que a companhia importa hoje.

Exportações

Nos dois primeiros meses de 2011, de acordo com dados disponíveis na Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Brasil importou um total de 18 milhões de barris de óleo e exportou 34 milhões. Em relação a 2010, o País já aumentou em 5% o volume exportado. A principal característica da balança comercial do petróleo no Brasil é que a maior parte do óleo nacional é pesada, o que exige custos mais elevados para refino, que derrubam seu preço original, enquanto o óleo importado, mais leve, tem preço mais elevado. Isso começa a mudar com o óleo leve do Campo de Lula (ex-Tupi).

Preços

Em média, o preço do óleo nacional costuma ficar US$ 10 abaixo do valor do petróleo Brent, que é importado pela Petrobras. Já o óleo do pré-sal tem uma qualidade mais elevada, com 28 graus API (escala usada para determinar a qualidade: quanto mais elevado o grau, melhor). Na Bacia de Campos, a média é de 18 graus, mas na Arábia chega a ultrapassar 50 graus.

Segundo Costa, não estão descartadas novas exportações se surgirem "boas oportunidades". "Temos um programa rodando em busca de oportunidades de compra e venda de carga no mundo todo, a todo o instante."

Leilão

Depois de três anos sem leilão de áreas para exploração de petróleo, a ANP deve realizar a 11.ª rodada de licitação entre setembro e outubro, informou ontem Magda Chambriard, diretora da agência. A discussão é uma das principais pautas da reunião do Conselho Nacional de Política Energética, dia 28.

O novo marco regulatório só deve estrear em 2012, "provavelmente no primeiro semestre", diz Magda, com as regras para as áreas do pré-sal. Segundo ela, a intenção este ano é oferecer áreas o mais longe possível do pré-sal para não haver confusão com o novo marco regulatório que define o sistema de partilha para essas áreas.

Fonte: O Estado de São Paulo


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