fulinaíma

sábado, 27 de agosto de 2011

Argentina e suas mulheres que escrevem, e escrevem bem


É mais que hora de lembrar que há também mulheres de altíssimo nível na literatura argentina contemporânea, e que, a exemplo dos homens, elas se sucedem gerações afora sem perder brilho e capacidade de renovação. De nomes consagrados há décadas, como a contista Silvina Ocampo (foto) e a delicada e trágica poeta que foi Alfonsina Stormi, também elas, as autoras, souberam nos legar uma obra de primeira grandeza. 
A literatura argentina contemporânea – entendendo-se por contemporânea a que vem da primeira metade do século XX e continua por aqui – ofereceu ao mundo obras de peso indiscutível. Começando pelos grandes ícones que conquistaram leitores mundo afora, com Jorge Luís Borges e Julio Cortázar na linha de frente, o desfile de nomes é sonoro, consistente, rigoroso. Basta lembrar Adolfo Bioy Casares , Héctor Tizón, Juan José Saer, David Viñas, Daniel Moyano, Antonio di Benedetto, passando por gerações que vieram depois, como as de Tomás Eloy Martínez, Ricardo Piglia, Mempo Giardinelli e Rodolfo Rabanal, e a lista prossegue vigorosa até os autores ainda mais novos, como Juan Forn ou Alan Pauls. É claro que deixei de fora um polpudo punhado de nomes. Quero observar um detalhe: só mencionei autores, todos eles indiscutíveis.

Pois é mais que hora de lembrar que há também mulheres de altíssimo nível, e que, a exemplo dos homens, elas se sucedem gerações afora sem perder brilho e capacidade de renovação. De nomes consagrados há décadas, como a contista Silvina Ocampo e a delicada e trágica poeta que foi Alfonsina Stormi, também elas, as autoras, souberam nos legar uma obra de primeira grandeza. É preciso destacar isso com urgência. Ao longo das últimas muitas décadas vêm deixando sua marca na literatura argentina autoras como Luisa Valenzuela, Angélica Gorodischer, uma poeta de surpreendente beleza e invenção chamada Alejandra Pizanik (que, como Alfonsina, teve um final trágico), Maria Helena Walsh (com destaque para sua obra voltada para o público infanto-juvenil), e, chegando mais perto no tempo, Ana María Shua, Claudia Piñeiro, Lucia Puenzo, Florencia Abbate, Paula Bombara e seu surpreendente ‘El mar y la serpiente’, numa mescla de gerações que impressiona não só pela quantidade de boas autoras como no número de novos nomes que surgem com obras de qualidade. 

Observo, de novo, um detalhe: deixei de fora muitos nomes indiscutíveis. Nomes de autoras formidáveis, e não apenas nomes de autores respeitáveis. Elas brilham com luz própria e potente, e são cada vez mais.

Há coisa de dois anos passei a prestar atenção no aluvião de escritoras lançando livros, obtendo críticas positivas e conquistando um público crescente. Mergulhei em vários desses livros, e não parei de levar surpresas cada vez mais gratas.

Quero mencionar duas delas, cada uma em uma vertente do ofício de escrever. A primeira se chama Laura Meradi, e é autora de uma novela muito boa e comovedora, ‘Tu mano izquierda’, que a Alfaguara editou em 2009. Foi o primeiro livro que escreveu, e impactou pelo manejo da difícil carpintaria da escrita. Mas foi com outro livro – uma vasta reportagem, chamada ‘Alta rotación’ – que chamou a atenção do público para o seu nome. Muito jovem (tinha 25 anos), ela passou um ano fazendo todo tipo de trabalho possível, no mercado, para os argentinos da sua idade: vendeu cartões de crédito para população de baixa renda, trabalhou como atendente de telemarketing em inglês (mal falando inglês), foi caixa de supermercado, garçonete num MacDonalds, garçonete num pub de bairro da moda, a Recoleta. Mostrou, de novo, que efetivamente sabe escrever bem e que tem uma sensibilidade aguda. 

A outra autora que menciono é Samanta Schweblin, e é contista. Seu livro de estréia, ‘El núcleo del disturbio’, de 2001 (quando ela tinha 23 anos), foi um susto. Levou prêmios importantes e deixou no ar uma incógnita: sendo tão jovem, seria ela capaz de manter o mesmo nível num segundo livro? Pois aí veio ‘Pájaros en la boca’, em 2009, e a incógnita virou outro susto ainda maior: ela não só manteve o nível, mas superou-o com folga. Levou o prêmio Casa de las Américas, foi traduzida a meia dúzia de idiomas, e assumiu de vez o papel de uma das principais contistas contemporâneas em castelhano. Contos como ‘Papá Noel duerme en casa’ ou ‘Perdiendo velocidad’ bem que deveriam despertar sólida inveja em autores calejados.

Poderia mencionar mais nomes. Deveria. Mas o que importa entender, de uma vez por todas, é que a Argentina é, sim, um país de grandes, imensos escritores. Mas também é um país de grandes, imensas escritoras, e nas gerações mais novas são elas que dão o rumo e conduzem o barco na aventura de navegar pelo revolto mar das letras.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Trabalho escravo se repete em Campos dos Goytacazes

Entre as 20 pessoas submetidas à escravidão, cinco eram adolescentes com menos de 18 anos de idade e seis eram mulheres. Nas frentes de trabalho de capina em canaviais e cultivo de grama, não havia água potável nem banheiro


Por Bianca Pyl ReporterBrasil


Fiscalização trabalhista libertou 20 pessoas de condições análogas à escravidão, incluindo cinco adolescentes entre 16 e 18 anos de idade e seis mulheres, em Campos dos Goytacazes (RJ). Realizada no início de junho pelo grupo interinstitucional - formado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) -, a ação foi motivada por denúncia telefônica às autoridades.

De acordo com Marcela Ribeiro, procuradora do trabalho no município do Norte fluminense, as condições encontradas na Fazenda Lagoa Limpa eram degradantes. Os empregados rurais não recebiam água potável durante todo o dia de trabalho. Não havia instalações sanitárias nas frentes de trabalho. Também não havia local adequado para as refeições e nem para armazená-las, já que os empregados traziam a comida de casa. As vítimas trabalhavam sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e não tinham a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinadas.

A propriedade fiscalizada pertence a Walter Lysandro Godoy, que era responsável por dois trabalhadores que realizavam a limpeza do mato que nasce entre as fileiras da plantação de cana-de-açúcar. Os outros plantavam grama para a empresa Jardim do Éden Indústria e Comércio Ltda. ME.

Os empregados eram moradores da região de Campos dos Goytacazes (RJ) e trabalhavam no local desde abril. O MTE lavrou 13 autos de infração. As verbas rescisórias pagas a cada trabalhador superaram a quantia de R$ 1 mil. Os trabalhadores libertados também devem receber o Seguro Desemprego para Trabalhador Resgatado. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato telefônico com os envolvidos no ocorrido.

Após o flagrante, os empregadores assinaram Termos de Ajuste de Conduta (TAC) se comprometendo a cumprir integralmente a legislação. Eles pagaram indenizações a título de dano moral individual e R$ 7,5 mil relativos ao dano moral coletivo. O valor será destinado a uma campanha publicitária para divulgação dos direitos dos trabalhadores rurais.

Nos últimos anos, repetidas inspeções verificaram a exploração de mão de obra escrava na região de Campos dos Goytacazes (RJ), especialmente no cumprimento de tarefas nas lavouras de monocultivo de cana.

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

rima cabrunco


Manuela d´Ávila: miséria impede acesso aos direitos humanos

A Comissão de Direitos Humanos realizará, nesta quarta-feira (24), audiência pública para debater as políticas públicas de erradicação da extrema pobreza e, em especial, seu impacto sobre as mulheres. A deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS), que sugeriu a audiência, disse que a erradicação da miséria deve ser um dos principais objetivos de uma política integrada de direitos humanos. “A miséria impede a população pobre de acessar uma série de direitos humanos”, afirma.

www.vivaterra.org.br
Manuela d´Ávila: miséria impede acesso aos direitos humanos
Vítimas do chamado ciclo da pobreza, as mulheres e as mulheres negras são as mais atingidas pela miséria.


A deputada Janete Pietá (PT-SP), que também sugeriu o debate sobre o assunto, lembra que, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a miséria atinge 8,9 milhões de pessoas no País, sendo, em sua maioria, mulheres negras e seus descendentes.

A deputada acrescenta que, nos últimos anos, tem ocorrido uma “feminização da pobreza”. Segundo ela, vítimas do chamado ciclo da pobreza, as mulheres não têm acesso a recursos e serviços que lhes permitam alterar sua situação.

Já para o terceiro autor do requerimento da audiência, deputado Henrique Afonso (PV-AC), mais do que uma questão de gênero, a principal preocupação deve ser com os moradores de rua. Ele lembra que levantamento realizado em 2007 pelo Ministério do Desenvolvimento Social apontou que 95% da população de rua não estuda e possui renda entre R$80 e R$320.

Foram convidados para a reunião a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes; a secretária extraordinária para Superação da Extrema Pobreza e coordenadora do plano Brasil sem Miséria do Ministério do Desenvolvimento Social, Ana Maria Medeiros da Fonseca.

Fonte: Agência Câmara

fonte: Portal Vermelho

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

carlos drummond de andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
A única coisa que o poeta não suportou foi a morte de sua filha, doze dias depois ele se foi em...17/08/1987

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Black Billy


 Este vídeo será exibido hoje, na III Semana de Cultura Renato Moreto, na Faculdade de Medicina de Campos, dentro d Mostra de Curtas Regionais. Nele depois de um passeio pela Cinelândia no Rio, uma entrada rápida no Cine Odeon e  um clic nas Escadarias de Celaron, ao som de Engels Espíritos, falo este poema no quintal do Ateliê D´Aroeira, em Cabo Frio com câmeras guiadas por Jiddu Saldanha.



Jazz Free Som Balaio
Para Moacy Cirne
gravada no CD fulinaíma sax blues poesia

ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos
era uma criança forte como uma bola de gude
era uma criança mole como uma gosma de grude
tanto faz quem tanto não me fez
era uma ant/Versão de blues
nalguma nigth noite uma só vez

ouvidos black rumo premeditando o breque
sampa midnigth ou aversão de Brooklin
não pense aliterações em doses múltiplas
pense sinfonia em rimas raras
assim quando desperta do massificado
ouvidos vais ficando dançarina cara
ao Ter-te Arte nobre  minha musa Odara

ao toque dos tambores ecos sub/urbanos
elétricos negróides urbanóides gente
galáxias relances luzes sumos prato
delícias de iguarias que algum Deus consente
aos gênios dos infernos
que ardem gemem Arte
misturas de comboios das tribos mais distantes
de múltiplas metades juntas numa parte

Artur Gomes


Artur Gomes
Fulinaíma Produções
poeta.ator.vídeo.maker
 (22)9815-1266

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Júlio Cerqueira César:19 anos e R$2,8 bilhões depois, a qualidade das águas do Tietê está pior

por Conceição Lemes no VioMundo
Os deputados estaduais João Paulo Rillo, Simão Pedro Chiovetti e Carlos Alberto Grana  (PT) protocolaram representação no Ministério do Estado de São Paulo (MP-SP) para que apure indícios de crimes ambientais cometidos por agentes e órgãos públicos pelo lançamento diário de esgotos sem tratamento, ou seja in natura, no rio Tietê e córregos afluentes.
A representação tem por base duas reportagens:
R$ 3 bi depois, por que o Tietê continua tão sujo?, publicada em 27 de junho pelo O Estado de S. Paulo.
Durante dois dias, participamos de um teste. Despejou-se corante (vendido em bisnagas em lojas de material de construção) na caixa doméstica de esgoto (fica na calçada, bem próxima à porta do imóvel, cada um tem a sua) ou no vaso sanitário de residências em quatro regiões da capital paulista, com algum córrego próximo.  Todas possuem esgoto e pagam pelo serviço à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Tomou-se o cuidado de confirmar previamente essas informações.
Objetivo do teste, feito em quatro regiões da capital paulista: verificar se a tintura expelida em meio à descarga doméstica chegaria a pontos de lançamento (canos) em córrego na vizinhança. Fotografamos antes e depois.  Nas quatro regiões pesquisadas pelo Viomundo, o corante chegou ao córrego próximo alguns minutos depois.
“Isso demonstra que o esgoto das quatro áreas é coletado mas não tratado. Se fosse tratado, o corante não iria parar no córrego”, alertou em setembro de 2010 o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, que durante 30 anos foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica/USP. “O que o Viomundo comprovou acontece na cidade inteira de São Paulo. Na Região Metropolitana, a Sabesp lança in natura, em córregos e rios, a maior parte do esgoto produzido pelas casas que têm esgoto.”
“A Sabesp é a grande poluidora dos rios e córregos e não a população”, denunciou então o professor Júlio. “Depois, zelosa, ‘vende’ nos comerciais que está preocupada com saúde, bem-estar, qualidade de vida e meio ambiente. Piada total.”
“A Sabesp vende uma imagem de eficiência ambiental que não condiz com a realidade, é um desserviço”, acrescentou Ricardo Moretti, professor de Planejamento Urbano da Universidade Federal do ABC. “Só mesmo alguém anestesiado pelos meios de comunicação pode acreditar nessa propaganda enganosa.”
“BRUTAL A DESINFORMAÇÃO DA SOCIEDADE SOBRE A FALTA DE TRATAMENTO DO ESGOTO EM SP”
“A situação permanece praticamente inalterada. Na Região Metropolitana, a Sabesp continua a lançar in natura, em córregos e rios, a maior parte do esgoto produzido pelas casas que têm esgoto”, afirma o professor Júlio Cerqueira César. “Depois de 19 anos de Projeto Tietê e R$ 2, 8 bilhões de gastos em obras para sua despoluição, a qualidade das águas do rio está pior do que, em 1992, quando a primeira fase do projeto começou.”
“Toda tentativa de colocar em debate a falta de tratamento de esgoto em São Paulo – e representação ao MP tem esse papel – é importante”, prossegue o professor. “A sociedade precisa acordar para a poluição ambiental e os riscos à saúde pública do lançamento do esgoto in natura no Tietê, Tamanduateí, Pinheiros e seus afluentes pela Sabesp. É brutal a desinformação da sociedade.”
“Aprofundar o debate com a sociedade é um dos nossos objetivos, e o MP, o caminho possível”, justifica o deputado estadual João Paulo Rillo, líder da oposição e um dos autores da representação à Promotoria do Meio Ambiente do MP. “O despejo de esgoto nos córregos é crime ambiental, a Sabesp, negligente com o saneamento básico e não prosperam na Assembleia Legislativa de São Paulo [Alesp] CPIs contra os governos tucanos.”
“A lógica da Sabesp é a de uma empresa privada e não pública, seu negócio é economizar em recursos humanos, material, obras, para gerar lucros e distribuir aos acionistas em vez de reaplicá-los na melhoria da qualidade dos serviços”, acresce o deputado Simão Pedro. “A Sabesp é monopolista na maior parte do estado e o consumidor, refém do seu péssimo serviço e das suas tarifas.”
“Quando se discute o lançamento do esgoto sem tratamento nos córregos, a estratégia da Sabesp é desviar o foco, culpando outros municípios, como Guarulhos, pela poluição”, observa Simão Pedro. “Queremos que o MP investigue como foram ‘queimados’ os quase R$ 3 bilhões, já que não tivemos resultados positivos na despoluição do Tietê. Quer absurdo maior que o esgoto do Palácio dos Bandeirantes ser jogado num córrego próximo, que deságua no rio Pinheiros, afluente do Tietê?”
Imagino que muitos leitores estejam questionando: Para que a representação ao MP paulista se frequentemente as suas investigações não avançam quando o  alvo são pessoas ou órgãos do governo do PSDB/DEM?
Fiz a mesma pergunta aos deputados que assinaram esta representação, já que a seletividade do MP-SP é flagrante.
“Não temos outro caminho”, diz Rillo. “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”
“Diferentemente do que fizemos até agora, nós vamos acompanhar mês a mês o andamento da representação no MP”, promete Simão Pedro. “Se houver negligência, denunciaremos ao Conselho Nacional da Magistratura, à Corregedoria. Os indícios de crimes ambientais em relação ao Tietê têm de ser investigados seriamente. Não dá mais para empurrar com a barriga.”
PS 1 do Viomundo: No último mês, eu, Conceição Lemes, voltei aos pontos visitados em 2010, inclusive ao córrego Coimbra, que recebia esgoto do Palácio dos Bandeirantes. Desde o final de dezembro, a Sabesp não lança mais lá o esgoto da sede do governo. Mas o córrego, em pleno coração do Morumbi, continua a receber esgoto, constando inclusive como despoluído no site da Sabesp. Leia os detalhes aqui.
PS 2 do Viomundo: O projeto de despoluição do Tietê prevê três etapas. A primeira, realizada entre 1992 e 1998, envolveu investimentos de US$ 1,1 bilhão. Na segunda, de 2000 a 2008, investiram-se US$ 500 milhões. A terceira, iniciada em 2009, irá até 2015 e prevê US$ 1,05 bilhão em toda a Grande São Paulo. Segundo a Sabesp, até o momento foram investidos US$ 136 milhões em obras da terceira etapa.  Portanto, já foram gastos no Projeto Tietê US$1,736 bilhão. Ou, R$ 2,794 bilhões, considerando o valor do dólar comercial da sexta-feira, 12 de agosto.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Artur Gomes Poesia In Concert




Artur Gomes Poesia In Concert
Dia 26 de agosto – 20:00h – Palácio da Cultura
Campos dos Goytacazes – Rio de Janeiro – Brasil
Espetáculo poético multi mídia onde além de interpretar a sua própria poesia, Artur Gomes interpreta fragmentos de poemas de Torquato neto e Paulo Leminski

Participação Especial: Matheus Nicolau

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Garotinho leva "fora" do presidente da Câmara



Jornal O Extra, traz na coluna de Berenice Seara um "puxão de orelha" que o deputado Garotinho, tomou do presidente da Câmara Marco Maia. Garotinho cobrava do presidente que é preciso votar a PEC-300, o aumento das salários dos Bombeiros Militares.

O presidente bastante irritado, acabou perdendo a paciência:" se você é tão a favor dos bombeiros. por que , quando foi Governador, não aumentou o salário deles, que é o pior do Brasil?", perguntou. Garotinho ficou um fera. Vem recibo por ai, aguardem!


Do blog do João do Microfone via Dignidade Campos

terça-feira, 9 de agosto de 2011

inteira e nua


 na areia da praia
onde a espuma branca
esperma desse mar
que tenho imenso
nesse vai e vem das ondas
e das horas que espero
o instante do mergulho
exato
como as marés
e as correntes
do marítimo desejo
dos mariscos das arraias
das estrelas
do homem que te quer
inteira e nua
toda noite todo dia
no raio de sol
beijo de lua
e a semente do amor
em sendo tua
 toda alga
no teu corpo semear

arturgomes

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Riverdies hoje no Rio domingo em Sampa



A banda de  carioca Riverdies acaba de lançar o CD Waterkies(selecione água), com 13 faixas de puro rock intercalado a algumas baladas que nos remetem imediatamente aos bons tempos  do Link Park.

Formada por Alex Mech(vocais), Fil Buc(guitarra), Leo Graterol(guitarra), Gui Farizzeli(baixo) e Victor Von Draxler(bateria), a Riverdies já é uma referência na cena do Rock Carioca, e desde 2009 vem levando a sua música a outras cidades do país.

Hoje a Riverdies faz show na inauguração da boate Zooom IN na Barra da Tijuca, Rio e neste domingo 7 é uma das atrações do Independen-se Rock Fest que acontece no Café Aurora, em São Paulo.

O nome da banda Riverdies foi escolhido em função da sonoridade  que remete a bandas como Soundgarden, Screaming, Trees e Green River, além de lembrar
um velho ditado indígena que diz: “When the last river dies, my the man realise he can not drink his money and survive”.

"Quando o último rio morre, o meu homem a perceber que ele não pode beber o seu dinheiro e sobreviver”

“Down Yard”, primeiro trabalho da banda, ganhou os prêmios GRC Quality Music como “Banda Revelação”, “Melhor Banda” no Festival Universo Pop RS e “Melhor Gravação” do IAIRA Award".

Após vários anos de experiência no cenário independente, a banda compôs músicas suficientes para o lançamento de dois discos. Todo esse repertório foi destilado pelos palcos das casas de show mais clássicas da cena alternativa carioca, tais como Ballrooom, Garae, Kachanga, Néctar, Festival Sub Alternativo, Lonas Culturais, Rio Rock  Blues Club, Teatro Odisséia e outros.

Em 2009 com a ajuda do produtor e empresário Éden, fundador da VHM Produções, a banda entra em estúdio e grava seu segundo trabalho “Down Yard”, prensado em SMD e distribuído simultaneamente nas principais lojas digitais ao redor do planeta. Em apenas 3 meses a  tiragem inicial de 1000 cópias, vendidas exclusivamente em shows da banda foi esgotada e algumas semanas após o lançamento a banda é premiada no Festival Univeso Pop 2009 do Rio Grande do Sul com “IWonder” em primeiro lugar desta edição.

No clipe ao lado, filmado em 2010 no Parque das Ruínas em Santa Teresa, a banda mostra sua pujança em I Wonder, uma das faixas do CD Waterkies.

http://www.oinovosom.com.br/riverdies

Veja mais

Site oficial:

Contato para show

RIO DE JANEIRO - RJ - Brasil
21 8636-206


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

artur gomes entrevista celso borges

mas

Celso Borges é de São Luís do Maranhão, onde nasceu em 1959. Poeta, jornalista e letrista, viveu 20 anos em São Paulo e voltou a morar em São Luís em 2009. Parceiro de Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, tem oito livros de poesia publicados: Cantanto (1981); No instante da cidade (1983); Pelo avesso (1985); Persona non grata (1990); Nenhuma das respostas anteriores (1996); XXI (2000); Música (2006) e Belle Époque (2010).
No final dos anos 90, inicia pesquisa que reúne poesia e música, com referências que vão da música popular brasileira às experiências sonoras de vanguarda. O resultado desse diálogo está nos livros-CDs – XXI, Música e Belle Époque, com a participação de mais de 50 poetas e compositores brasileiros. Alguns poemas de XXI e Música serviram como base para o Manifesto III, primeiro espetáculo de dança do Grupo Pilares (Palmas-TO), em junho de 2008, que fez uma releitura cênica de poesias de Celso Borges.
Nos últimos sete anos, Celso Borges tem levado a poesia para o palco com os projetos Poesia Dub (2004), ao lado do DJ e pesquisador Otávio Rodrigues; A Posição da Poesia é Oposição (2009), com o guitarrista Christian Portela; e A Poesia Voando (2011), com o dj Beto Ehongue. Eles se apresentaram no Tim Festival (SP-2004); Baile do Baleiro, do compositor Zeca Baleiro (SP-2004); Festival Londrix (Londrina-2006); Catarse (Sesc Pompéia-2009) e Projeto Outros Bárbaros (Itaú Cultural, SP- 2005 e 2007) e no Programa Literatura em Revista (CCBNB, Fortaleza, Juazeiro (CE) e Sousa (PB) – 2010 e 2011).
Em maio de 2009, Celso dividiu o palco com Zeca Baleiro no projeto Parcerias: A voz da poesia, promovido pela biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo. Num papo descontraído, os dois artistas contaram a história de algumas de suas mais de 20 parcerias e de como começaram a compor juntos, nos anos 80, em São Luís.
Celso Borges tem poemas publicados nas revistas de arte e cultura Coyote, Oroboro e Poesia Sempre (Biblioteca Nacional). Ministrou oficinas de poesia em São Luís, Imperatriz (MA) e Palmas (TO). Atualmente, apresenta na Rádio Uol o programa Biotônico ao lado de Zeca Baleiro e do DJ Otávio Rodrigues.

Leia entre vista na íntegra aqui

quero te ver linda e sexy


quero te ver linda e sexy
por todo mês de outubro
com flores da primavera
nascendo em teus cabelos
quero saber dos teus pêlos
e tudo mais que não sabia
se usa calcinha branca
ou usa somente de dia
se vai a missa aos domingos
e depois da feira o mercado
se gosta de street dance
ou prefere o samba rasgado

arturgomes