quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pós





Pós

depois do amor
o corpo dela dorme:
edredom de penugens
em lãs de gozos
(chumaços de prazer na beira da cama)

depois do amor
a preguiça agasalha
o pássaro entre as coxas
e se apossa da liberdade:
anagrama em voo bárbaro para o seu ventre

antes do amor, soa a frase:
sexo é para ser feito todos os dias
(mas era noite, e mesmo assim foi feito).


Linaldo Guedes – PB
In Z – Revista de Poesia – DF
Ano I N° 2 – Agosto/Setembro - 2012

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