segunda-feira, 30 de junho de 2014

cia desafio de teatro


Cia Desafio de Teatro 
Tempo Tempo 


Dia 8 de julho 19h - Espaço Multi Mídia - SESC Campos 
apresentação da experimentação teatral criada durante o
Curso: Nos Tempos da Foto Novela - realizado no SESC Campos, 
durante os meses de Abril, Maio e Junho. 

Desafio

meu querido Tempo passado, daqui há pouco vamos ter um encontro para lavarmos toda aquela roupa que ficou guardada, esquecida no fundo de alguma gaveta dessa mossa tão íntima convivência.

Vou olhar dentro dos teus olhos e dizer tudo o que penso, do que você fez ou deixou de fazer comigo. Sempre quis ser ator de teatro, mas você sempre me tomou para as suas necessidades e não me permitiu desenvolver as minhas habilidades,

Mas hoje dei um basta, pra mim chega. Agora você Tempo é quem vai ter de se moldar ao Ator que eu quero ser. Não me venha mais me dizer que eu não posso, que você não permite, 


"pois agora sou o que sou pronome pessoal intransferível do homem que iniciei na medida do impossível"!.

esfinge



Esfinge

o amor
não e apenas um nome
que anda por sobre a pele
um dia falo letra por letra
no outro calo fome por fome
é que a flor da minha pele
consome a pele do meu nome

cravado espinho na chaga
como marca cicatriz
eu sou ator ela esfinge
ana alice/beatriz

assim vivemos cantando
fingindo que somos decentes
para esconder o sagrado
em nosso profanos segredos
se um dia falta coragem
a noite sobra do medo

na sombra da tatuagem
sinal enfim permanente
ficou pregando uma peça
em nosso passado presente

o nome tem seus mistérios
que se escondem sob panos
o sol e claro quando não chove
o sal e bom quando de leve
para adoçar desenganos
na língua na boca na neve
o mar que vai e vem
não tem volta

o amor é a coisa mais torta
que mora lá dentro de mim
teu céu da boca e a porta
onde o poema não tem fim

artur gomes 
ilustração: Valderio Costa

segunda-feira, 2 de junho de 2014

centro de arte fulinaíma



Centro de Arte Fulinaíma
Oficina: Cine Teatro Fotografia 
sábados: - 10 às 12h - 14 às 16h - 16 às 18h 

https://www.facebook.com/pages/Centro-de-Arte-Fulinaíma/665113623536052?fref=ts

quando olho nos olhos
sei quando uma pessoa
está por dentro ou está por fora
quem está por fora
não sustenta um olhar que demora
diante do meu centro
este poema me olha

ali se Alice ali se visse
quando Alice viu e não disse
se ali Alice dissesse
quanta palavra veio e não desce
ali bem ali dentro da Alice
só Alice com Alice ali se parece

Paulo Leminski