fulinaíma

quarta-feira, 15 de junho de 2016

cavaleiro alado



cavaleiro alado

há uma longa distância
entre o meu corpo e o espelho
d´água desses olhos
que me espreitam. não tenho
medo nem receio. sinto pena
dessa perda de tempo.
eu tenho o corpo guardado
por são jorge. meu guerreiro
flechas, facas, balas jamais
me alcançarão. tenho a espada
e armadura que me vestem
a carne com um lençol de aço
minha pele é sagrada
só uma língua santa
poderá tocá-la. só um cavaleiro
um deus um anjo alado um serafim
me tomará um beijo
se apossará de mim.

Mocidade Independente



imagem: César Castro

#ArturGomesPoesia


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